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num fim de semana

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"o que é público dos resultados da auditoria é trabalho que um contabilista teria feito num fim de semana"

Por Sérgio Ribeiro, na intervenção que fez na última assembleia municipal e que vale a pena ler.

Registo

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Maus exemplos de cidadania e agressão ao ambiente, em que o cidadão comum e especialmente as associações não devem cair.
Registei com agrado a chamada de atenção feita pelo vizinho blogueiro. Todos, conjuntamente, somos chamados a fazer alguma pedagogia junto dos Oureenses para que o ambiente das nossas cidades, vilas e aldeias seja cuidado de forma a que qualquer espaço na área do nosso concelho seja sempre uma sala de visitas agradável, aos potenciais turistas que nos visitem. Ourém para ter mais viabilidade económica tem que proporcionar um Turismo de qualidade. Este cada vez mais será uma fonte de receitas a ter em conta, nos dias de hoje.

Uma ode à aldeia

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Muito interessante o último texto publicado no Malibucola, da autoria de RicJo, actualmente emigrado em Londres pela segunda vez na sua vida e que, por isso, é já parte de duas distintas gerações de emigrantes oureenses:

Chegado o verão a estas bandas (embora apenas oficiosamente e por uma, duas semanas no máximo), veio-me à memória (uma das minhas especialidades!) as infinitas férias de verão que passei em Portugal enquanto criança, deixando para trás Londres e um mundo completamente diferente durante um mês inteiro. Durante aquele mês de férias, trocava o constante tempo de meia-estação de Londres pelo calor abrasador do interior Português, nos tempos em que o verão era-o sem medos, onde as noites eram tão quentes como o dia e onde brisas frescas eram algo que raramente existiam. Naquele mês, deixava para trás os automóveis modernos e confortáveis, para passar a ser conduzido em automóveis sem cintos de segurança e que tremiam à medida justa que o acelerador era carregado. Auto-rádios era algo que raramente existia e como forma a combater o intenso calor Português, alguns automóveis vinham equipados com ar condicionado na zona dos pés, isto é, providos de buracos por onde se conseguiam ver as pedras da estrada e por onde a poeira teimava a entrar. Esta era também uma das grandes diferenças de um mundo para o outro - o alcatrão ainda era um luxo e não chegava a todos os lados. À porta da casa Portuguesa dos meus pais, só chegou a meio da década de oitenta. Até lá, conseguia jogar à bola com as pedras do chão de cada vez que ia a pé até a casa da minha avó, afastando-me para a berma - que mais não era do que a extensão da estrada em si - tapando a cara com a t-shirt de maneira a não levar com a poeira gerada pelos pulmões a dentro.

O blogue Freixianda chama à atenção para a distinção no Prémio Nacional de Trabalhos em Inteligência Artificial 2009, de Pedro Oliveira, natural de Casal Pinheiro, uma pequena aldeia na Freguesia de Freixianda. Pedro Oliveira, de 23 anos conseguiu a nota máxima de 20 valores na sua tese de mestrado sobre Web semântica - que esteve na origem da distinção -, e, para não ser excepção ao cenário português de brain drain, já se encontra a fazer um estágio nos EUA.

Segue a notícia completa do Público por Susana Almeida Ribeiro:

Pedro Oliveira, um jovem engenheiro licenciado pela Universidade de Coimbra, foi distinguido com o Prémio Nacional de Trabalhos em Inteligência Artificial 2009. O jovem conseguiu a nota máxima (20 valores) na sua tese de mestrado sobre Web semântica - que esteve na origem da distinção -, e encontra-se actualmente a fazer um estágio nos EUA, na empresa Clark&Parsia.
Com a Web semântica, os computadores vão ser capazes de 
"mastigar" a informação e produzir respostas concretas
Com a Web semântica, os computadores vão ser capazes de "mastigar" a informação e produzir respostas concretas (Heino Kalis/Reuters)


Vamos imaginar o seguinte cenário: um utilizador faz uma pesquisa por "Sócrates". Qualquer motor de busca devolve resultados, sem distinção, acerca do primeiro-ministro português e acerca do filósofo grego. A premissa da Web semântica é, precisamente, ajudar as máquinas a perceberem a diferença entre os dois.

"A vantagem da Web semântica em relação à Web actual é que, com aquela, é mais fácil para as máquinas fazerem sentido do conteúdo de uma página". É desta forma que o Pedro Oliveira, de 23 anos, tenta explicar o alcance do seu trabalho.

A Web semântica será, então, a visão de uma era em que os computadores não se vão limitar a recolher e a apresentar os dados que andam dispersos pela Internet, mas antes são capazes de "mastigar" essa informação e produzir respostas concretas.

Dito de um modo mais simples, a investigação de Pedro Oliveira vai "contribuir para que os computadores tenham a capacidade de entender a linguagem natural (linguagem dos humanos)", explica, por seu, lado Paulo Gomes, orientador da tese de mestrado de Pedro Oliveira.

"Por exemplo, hoje, se entrar num motor de pesquisa, como o Google, e escrever "dei" (sigla do Departamento de Engenharia Informática) aparecem milhões de resultados porque o motor de pesquisa apenas 'vê' o símbolo 'dei' e não consegue perceber se é uma sigla ou um tempo verbal. O trabalho pode ajudar os computadores a decidirem qual o significado mais provável", concretiza o orientador da tese, docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Entrevistado pelo PÚBLICO via e-mail, Pedro Oliveira esclarece o objecto da sua tese de mestrado, que lhe valeu o prémio atribuído pela Associação Portuguesa Para a Inteligência Artificial (APPIA): "O que eu fiz na minha tese foi explorar uma nova abordagem para lidar com este problema da incerteza, baseada numa técnica chamada Lógica de Markov (inventada, por sinal, por um grupo de investigação liderado por um português, Pedro Domingos, da Universidade de Washington). Esta técnica provou ser bastante interessante para resolver o problema da incerteza na Web semântica, e criou algumas bases para que a comunidade académica se possa debruçar sobre a resolução deste problema", explica.

"Uma Web mais inteligente"

Questionado acerca da importância que terá a Web semântica no futuro da Internet, Pedro Oliveira aponta: "a Web semântica é tida como o próximo passo da Web actual e tem tido muita relevância visto que a pessoa que a motivou é a mesma que é creditada pela invenção da Web - Sir Tim Berners-Lee".

As vantagens mais evidentes para o utilizador comum seriam a maior facilidade com que passaríamos a encontrar a informação que pretendemos, mas também a informação relacionada. "Basicamente, é uma Web mais inteligente", resume.

"A sua importância para o futuro da Internet provém do facto de que cada vez mais as pessoas utilizam a Web como fonte de informação e, quanto mais fácil e eficiente for navegar e fazer sentido dessa informação, maior importância terá a Web e a Internet em geral no dia-a-dia das pessoas", acrescentou o jovem.

Para além do motor de busca Wolfram Alpha, que já faz uso das potencialidades desta Web semântica, Pedro Oliveira referiu outros sites que já estão a pensar em função desta nova era na qual as máquinas se vão aproximar da "linguagem humana": o Twine (organizador de conhecimento), o Evri (um "browser" de informação), a Freebase (base de dados de informação), e a DBPedia (a versão Web semântica da Wikipedia).

Pedro Oliveira, natural de Casal Pinheiro, uma pequena aldeia do concelho de Ourém (Santarém), entrou na licenciatura de Comunicações e Multimédia, em Coimbra, tendo depois mudado para o curso de Engenharia Informática. Assumindo-se como um "aluno mediano", foi só a partir do terceiro ano de curso que se começou a interessar pelo mundo da computação, sobretudo da Inteligência Artificial. Findo o mestrado, o jovem rumou a Washington D.C., em Novembro passado, para um estágio de um ano na empresa Clark&Parsia, uma companhia de desenvolvimento de soluções baseadas na Web semântica.

Onde é que se imagina no futuro? "No futuro gostaria de vir a fazer um doutoramento, talvez aqui nos Estados Unidos. Ainda estou indeciso sobre o tema e o local, mas é o que espero estar a fazer no próximo ano. Depois do doutoramento, que normalmente dura cinco anos, gostaria de ir trabalhar para uma empresa inovadora, como aquela em que estou agora, ou, quem sabe, fundar a minha própria empresa".


Deloitte & Associados e transparência fusca

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Ora, tal e qual como anunciado aqui, o Sérgio tem um novo espaço sobre ourém onde continua a chamar à atenção - e trazer à discussão! - aquilo que a muitos de nós passa completamente ao lado.

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Pela sua importância, os dois primeiros posts do Sérgio Faria merecem o destaque - indevidamente resumidos -, mas com a justa ligação à coisa:

Primeiro, há um documento encomendado no final do mês de Dezembro do ano passado pelo Município de Ourém a uma coisa chamada Deloitte & Associados, SROC, S.A., que custou à malta 74.950,00 € - assim à moda belo do ajuste directo -, e com um prazo de execução de 60 dias. Os sessenta dias já lá vão e auditoria há-de chegar um dia. Provavelmente tarde e de forma inútil ao relatório de gestão referente ao exercício de 2009, as orientações do plano para 2010-2013 e o orçamento para o exercício de 2010, assim como a proposta do quadro orgânico novo do município. Brilhante.

A segunda e importantíssima chamada de atenção do Sérgio vai para mais uma triste e grave manobra de transparência e de promoção da participação pública que, de tão triste e tão grave que é, me deixa completamente parvo. É ler e tentar perceber aquilo que em nada é perceptível. Acima de tudo, o melhor mesmo é não lamentar mais. É que, afinal, afinal, aqui - em Ourém - tudo isto é apenas um déjà vu.

Controvérsias!...

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Há dias que ando a magicar no pessoal de Valença do Minho e suas intolerantes reivindicações. Hoje, apeteceu-me falar de espanhóis, de espanholitos, de liberdade, da populaça, de saúde e de autarcas. Não fugisse ao Manuelinhodevora o seu estado de loucura e não fizessem alguns uso do seu nome para escorraçar os Filipes, "Reis de Espanha", blasfémias por blasfémias(?), antes o escrevinhar do Manuelinho a rondar agora quase o seu estado perfeito. Os portugueses não podem viver constantemente em estado de utopia: o dinheiro dos impostos que se pagam ao fisco, deve ser sempre aplicado em função do bem colectivo e não para satisfazer caprichos de uns tantos, em nome do bem estar só de alguns, arrastando-se promessas que tiveram por objectivo em muitos dos casos, a caça ao voto, numa falsa política de questões quase sempre levadas a efeito em má hora, nefastas, e que podem afectar a boa saúde da democracia. É tempo de alguns políticos e de alguns partidos ganharem juízo e colocarem de lado a demagogia. Fico-me por estes apontamentos controversos.
(imagem: in WWW.informenews..)

República sacra

O Spectrum - um blogue colectivo nacional sobre política - dá hoje o devido destaque à polémica Oureense levanta aqui pelo Sérgio Faria. Também por os facto serem sintomas do estado da centenária república, o caso teve o destaque merecido para uma discussão a outra escala. O post do Spectrum surge da seguinte forma:

A Câmara Municipal de Ourém (onde foi eleito pela primeira vez um executivo PS), está a organizar as celebrações religiosas da semana santa. Sim, a Câmara Municipal. São 7dias onde, para além de um concerto dentro de uma igreja, não faltam missas e outros rituais religiosos promovidos com popa e circunstância pelo poder local de um estado que, ao que parece, é laico.

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Sérgio Faria, n'o Castelo vai nu:

Claro que podem sempre tentar convencer a malta que antes não havia lava pés, laudes após matinas, via crucis, procissões e páscoa e que princípios básicos e elementares do ordenamento jurídico português não se aplicam cá, neste reduto sagrado que é o município de ourém, por acaso parcela do complexo administrativo do estado. E claro que até podem estabelecer e declarar que há uma paróquia a colaborar - exactamente, nem menos nem mais, a colaborar - nas manobras pascoais organizadas pretensamente pela câmara municipal. No balanço que para aí vai, ainda hão-de publicar uma nota no site do município a creditar à câmara municipal a organização da visita do papa a fátima e a colaboração - ou, vá lá, a parceria - do vaticano e do reino dos céus nisso. Que fazer? A câmara municipal não podia limitar-se a contribuir para a divulgação e difusão de um programa de religioso - por ter valor cultural -, não, isso era pouco. Havia que ir mais além e publicitar o município como sendo uma estância confessional, pôr a câmara municipal - seguramente por via do vereador que tem o pelouro dos eventos - a organizar missas e tal.

No caso de querer deixar um comentário, é favor de o fazer na caixa de comentários original.

Freixianda

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É jovem e é o Presidente da Junta da Freguesia e Vila da Freixianda. Quem pensa que os jovens não são capazes de fazer obra, engana-se! Hoje, ao vasculhar os blogues que se escrevem pelo nosso Concelho não resisti em publicar aqui a entrevista concedida ao blogue "Freixianda", por Rui Vital. Que me perdoem os "fazedores" daquele blogue o link feito! Fi-lo em nome das capacidades dos jovens e de uma Freguesia, que sem querer enterrar o seu passado, quer ser determinante rumo ao progresso, contribuindo para o bem estar de todos os freixiandenses e para um maior desenvolvimento sócio-económico do nosso Concelho.

IC9

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O IC9 a chegar dentro de pouco tempo ao nosso Concelho vai ficar mais curto por uns tempos na parte "Este", segundo parece, por falta de verba no orçamento deste ano. A suspensão da obra não só agrava a situação económica da área envolvida, mas também irá contribuir para um aceleramento da desertificação populacional, que se verifica de forma deveras acentuada nas últimas 3 décadas.

Simplesmente 22

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plutao-anao-22.jpgSimplesmente 22 é o titulo do último programa do Plutão Anão inteiramente dedicado à antiga discoteca oureense que tantas gerações atravessou. O alinhamento musical pode e deve ser ouvido aqui e o texto introdutório do autor, Ric Jo, pode ser lido no sitio do costume.

A Máquina do Tempo

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Em 2004 n’O Castelo:

Segundo a última edição do Notícias de Fátima (n.º 346, 26.Março.2004, p. 7), Vítor Frazão (vereador da Câmara Municipal de Ourém) e José Manuel Pinheiro Lopes (ex-presidente da mesa da Assembleia Municipal de Ourém), enquanto militantes do PSD/Fátima, assinaram voluntariamente, junto com outros, uma carta onde informavam que se demitiriam dos cargos partidários locais caso o município de Fátima não fosse criado. Como é sabido, o município de Fátima não foi criado. Mas tanto Vítor Frazão quanto José Manuel Pinheiro Lopes não renunciaram aos respectivos cargos na comissão política concelhia do PSD. Pensaram e, entretanto, mudaram de ideias, não se sabe se para melhores ideias. Quem não apreciou esta mudança de posição foram alguns dos outros signatários da referida epístola. Que, defraudados, acusam Vítor Frazão e José Manuel Pinheiro Lopes de, por contrariarem a palavra antes dada, terem dado um mau exemplo, que não contribui para a dignificação da actividade partidária.

Para que a memória não seja curta, em banner ali em cima.

A opinião de Marcelo depois da ida a S. Gens

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Retirado do seu blogue:

(...) Lançamento de livro coordenado por Vítor Frazão, presidente da Câmara Municipal de Ourém. Em rigor, obra colectiva sobre o concelho antes e depois do 25 de Abril e o poder autárquico, com protagonismo decisivo do PSD, a partir de 1979. Quase 500 pessoas e mais de 300 exemplares vendidos na hora. Fiquei muito impressionado com a renovação na futura equipa camarária social-democrata, contrastando com a repetição, pelo PS, de candidato das duas últimas eleições e colado ao Governo que o nomeou governador civil. E Vítor Frazão fez uma intervenção sagaz, afirmativa e virada para o concreto. Também orador, o ex-presidente Mário Albuquerque, felizmente recuperado de problemas de saúde. Cenário: a Quinta de S. Gens, com proprietário e gestor simpático anfitrião.
Obrigado Rosa pelo envio.

Do miradouro

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O nosso agregador de blogues "miradouro d'o Castelo" proporciona-nos destas coisas! É fácil e é só um clic ao lado. Assim vai a nossa "urbe"... por aqui.
E logo um pouco mais acima, aquilo de que ontem já referimos e com mais fotografias.
Tenho observado que ainda há alguma confusão sobre o funcionamento dos comentários para quem deseja participar neste blog. Como é sabido, O Castelo passou a utilizar o Disqus, um sistema de comentários externo ao nosso motor de edição, em regime de outsourcing. Sendo assim, para quem quer comentar neste blog, é necessário estar-se registado no Disqus com uma conta. E essa conta tem que estar verificada pelo endereço de correio (para o qual é enviado um e-mail de verificação na altura da inscrição). Se a conta não estiver verificada, qualquer comentário que seja feito estará em quarentena, ou seja, não será publicado de imediato. Assim que a conta for verificada via e-mail, todos os comentários em quarentena serão publicados. Os administradores deste blog podem aprovar comentários feitos por contas não autenticadas, mas como devem prever, só tenho tempo de olhar para a lista de vez em quando. Em alternativa, podem usar a vossa conta Facebook ou Twitter e os comentários serão publicados de imediato. A partir do momento em que uma conta seja criada e verificada, a publicação é imediata e não requer moderação. Só se faz a verificação uma vez, na altura da criação da conta.

Apesar de termos reduzido considerávelmente o ruído, não foi suficiente para travar os trolls e cobardes anónimos, já que há malta que se dá ao trabalho de criar uma conta no gmail só para insultar um fulano sob a capa do anonimato. É muita força de vontade.

Ponto de encontro

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Por Ric Jo no Malibucola:


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Entrando no Modelo de Ourém para comprar uma garrafa de vinho para a festança que se iria passar naquela noite de sábado, fui 'travado' por alguém conhecido que tomava café à entrada do hipermercado. Alguém que não via há algum tempo e por quem tenho bastante estima. Acontece que esse alguém é artista na arte de conversar, tendo obviamente como consequência a minha permanência naquele espaço por bastante mais tempo do que seria normal e de que eu desejaria. Palavra puxa palavra... naqueles cerca de 40 minutos que por lá passei, acabei por ver gente que não via há muitos e bons anos. Vi gente que gostei de ter visto e que já me deixavam saudades e outros vi que saudades nenhumas tinha deles (e muito provavelmente o inverso também será valido). Vi filhos de amigos cuja a existência nem sequer conhecia (!!) e vi casais cujo amor correspondido entre ambos ainda menos noção tinha. Não conheço outro lugar em Ourém onde tal me poderia ter acontecido. Tá visto que pela cidade pequena, imperam como ponto de encontro os hipermercados. Sinais do tempo. Sinais de uma cidade pouco inspiradora e pouco dada a espaços públicos de convívio, infelizmente.

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