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Turismo religioso

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Há menos de uma semana ocorreu a inauguração da BTL, que na altura demos por aqui conhecimento, frisando o registo da Entidade Regional de Turismo Leiria- Fátima, no tocante ao segmento do turismo religioso com incidência no nosso concelho, à volta da cidade das Aparições- Fátima.
Hoje, é com agrado, que registo a motivadora preocupação do Edil, Paulo Fonseca, lida aqui. O Autarca refere não só o interesse do fenómeno religioso importante demais para o Concelho, mas também a importância que o mesmo possui para a projecção do Turismo de Portugal no mundo. Entende-se, das palavras do Presidente da Câmara, a sua vontade em exigir do Poder Central mais investimento em Fátima, reivindicação, que durante muitos anos tem estado esquecida. Valeu-nos a vontade determinada da Igreja!
Estou certo, que serão cada vez mais e, de melhor qualidade as parcerias a estabelecer, quer com as entidades religiosas, quer com as diversas entidades civis, como referia na notícia, que trarão um futuro bem risonho às terras Oureanas.
(Imagem:in passo a passo.weblog)

Entrevistas

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A Pedro Pereira, presidente da direcção da aciso (in Caderno de Ourém, pp. 6-7, suplemento do Jornal de Leiria, n.º 1318, 15.outubro.2009). E a José Mota Freitas, o autor do projecto de estruturas da basílica nova do santuário de Fátima (in Jornal de Leiria, n.º 1318, 15.outubro.2009, pp. 20-21).

Voando sobre Oz

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A última edição do Ourém e seu Concelho (n.º 885, 15.Março.2009, pp. 1 e 6-7) apresenta uma entrevista de Vítor Frazão, entrevista que pouco acrescenta às duas imediatamente anteriores que ele concedeu à imprensa local (vide Notícia de Ourém, n.º 3685, 25.Julho.2008, pp. 6-7 e Notícias de Fátima, n.º 462, 26.Dezembro.2008, pp. 10-11) e nada de relevante informa sobre o futuro.
Um exemplo. No final de tal entrevista, Vítor Frazão aponta a «gestão equilibrada» como saída para a situação financeira complicada em que se encontra o município de Ourém. Ora, aqui e agora, o que raio é «gestão equilibrada»? É que, estando a tesouraria municipal tão desequilibrada, com manifesta falta de liquidez para assegurar o pagamento a fornecedores e prestadores de serviços à data do vencimento das facturas, não parece que seja com equilíbrio que se irá conseguir chegar lá. Porque é necessário aumentar receitas, diminuir despesas ou as duas coisas em simultâneo. Como é que tal irá ser feito? Numa conjuntura de crise económica acentuada - e de acesso estreito e limitado ao crédito bancário -, com as previsíveis estagnação e contracção dos factores que afectam directa e indirectamente as receitas municipais, por que vias é possível aumentar a arrecadação, sem sobrecarregar os munícipes e as empresas locais? O que é que irá ser feito se o governo confirmar a resposta negativa que deu à candidatura do município de Ourém ao programa de regularização extraordinária de dívidas ao estado? Como alternativa a esta eventualidade, o que é que raio são «as medidas que estiverem ao alcance» de Vítor Frazão? E se, à semelhança das tentativas anteriores goradas, não resultar o enredo rocambolesco, que envolve a ambiourém, para pagar o novo edifício sede do município? Quais são os projectos prioritários do município, que justificam a manutenção do investimento, e quais são aqueles que podem ser protelados ou adiados? Sob as condições económicas presentes, como é que vai ser garantido «o reforço da cooperação com as juntas de freguesia e o apoio ao associativismo»? Em termos de despesa corrente, em que sectores e em que actividades é possível e recomendável reduzir gastos? Qual é a estratégia de racionalização de recursos próprios, com vista à diminuição de custos e despesas? Na prática, que plano está delineado ou a ser desenvolvido para resolver o problema financeiro do município? Que cenários e que alternativas é que estão a ser objecto de consideração e ponderação? Em relação a todas estas perguntas não há resposta de Vítor Frazão. O que há é um enunciado de intenções vago, que nenhuma informação relevante adianta. A esta altura do campeonato, Vítor Frazão deveria ser capaz de ser mais concreto e não ficar-se por generalidades do género «calma, povo, calma, alguma solução há-de haver e ser encontrada». Já agora, não se sabe bem que noção é que Vítor Frazão tem de honrar compromissos. Porque, no que toca a fornecimentos e prestação de serviços, honrar compromissos não é apenas pagar o que é devido. Honrar compromissos é pagar as dívidas no momento do seu vencimento e não, como tem vindo a acontecer, não se sabe quantos - muitos - meses depois. O que significa que a afirmação de Vítor Frazão que afiança que o município nada irá ficar a dever é dispensável. Porque sabe-se que, com ele como presidente da câmara municipal ou com outra pessoa qualquer, o município há-de pagar o que deve. Não se sabe é quando e, agora, na equação de honrar compromissos, quando é que é importante saber.

Oz, vi

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Palavras de Vítor Frazão: “irei ser o rosto da mudança” (in Ourém e seu Concelho, n.º 885, 15.Março.2009, p. 6). Até pode ser que sim. Mas, indiciado pelo modo como fala e por ser autarca e militante do psd há anos bastantes, poderia também ter afirmado que é e vai ser - pelo menos vai tentar ser - o rosto da continuação. Mais uma vez, agora pela cara, Vítor Frazão afirma o seu «eu». Talvez para que, apesar do seu humanismo, não o confundam com David Catarino.

Oz, v

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Palavras de Vítor Frazão: “eu serei o candidato do psd/Ourém às autarquias de Outubro próximo” (in Ourém e seu Concelho, n.º 885, 15.Março.2009, p. 6); “a minha candidatura” (ibidem, p. 6); “nunca para me servir, coisa que nem todos podem dizer nos cargos que ocupam” (ibidem, p. 7); “todos os ourienses podem, tal como me conhecem, esperar de mim respeito e trabalho” (ibidem, p. 7); “cá estou para o combate” (ibidem, p. 7); “a todos, com respeito, empenho e apoio popular, estou disposto a enfrentar” (ibidem, p. 7). E, convém não esquecer, com «um conhecimento geral específico da matéria». Repete-se o «eu», «eu», «eu» de Vítor Frazão. Deve ser por causa do humanismo dele, só pode.

Oz, iv

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Palavras de Vítor Frazão: “tentei e consegui consensos que geraram união” (in Ourém e seu Concelho, n.º 885, 15.Março.2009, p. 6); “eu dirijo os destinos da autarquia de Ourém” (ibidem, p. 6); “o meu modelo de governação” (ibidem, p. 6). Vítor Frazão manifesta-se adepto e praticante do espírito de grupo, do trabalho em equipa e da delegação e repartição de responsabilidades, mas, ao mesmo tempo, fala muitas vezes na primeira pessoa do singular, «eu isto», «eu aquilo», «isto» e «aquilo» nunca coisa má. Compreende-se. Pela condição política dos municípios portugueses e dos processos políticos locais, o cesarismo paroquial faz mais quem está em presidente da câmara municipal do que quem está em presidente da câmara municipal faz o cesarismo paroquial. Na prática, maioral da terra dos novos horizontes é maioral. E Vítor Frazão, embora fresco na honra, parece sentir-se bem sentado nela e empina em conformidade. Às tantas é uma decorrência do humanismo que ele afirma professar. Está-se mesmo a ver que sim.

Oz, iii

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Palavras de Vítor Frazão: “o psd-Ourém e em particular eu próprio estamos a ser vítimas de ataques anónimos em blogs, nos media locais, etc.” (in Ourém e seu Concelho, n.º 885, 15.Março.2009, p. 6). Ó, os ataques anónimos, os blogs, et cætera. Quem lê alguns blogs e media locais - não se entende o significado de «etc.» neste caso -, não percebe a que é que Vítor Frazão se referiu e deu saliência, porquanto não são identificados os blogs e media locais em que ele afirma terem sido feitos os tais «ataques anónimos». Quanto ao que sucede aqui, no castelo, que é um blog, os posts são assinados, pelo que não são anónimos. Para além disto, parte dos posts são transmissão de informação e outra parte são observações ou afirmações de posição sobre factos, comportamentos ou discursos de alguém com responsabilidade política local, pelo que tais posts não constituem ataques a pessoas ou a instituições, mas são a defesa e o exercício de direitos civis e políticos que a democracia consignou. Também aos oureenses. Se alguém se sente atingido e incomodado por este facto - facto que constitui liberdade -, provavelmente padece da síndrome do Calimero, a personagem medricas, mal saída da casca, célebre pelo chapéu que usava e pelo lamento «è un’ingiustizia, però!». Pelo que não espanta que, esse mesmo alguém, quando toma banho, ao olhar para o pato amarelo de borracha que está dentro da banheira, entenda que está um tubarão ou uma orca com nome desconhecido a atacá-lo. O que é que se há-de fazer?

Oz, ii

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Aquando o último impulso forte com o objectivo de criar o município de Fátima, várias pessoas, entre as quais Vítor Frazão, assumiram voluntariamente um compromisso grave. Se o município referido não fosse criado, demitir-se-iam dos cargos para os quais haviam sido eleitas. Como é sabido, o município de Fátima não foi criado e Vítor Frazão não respeitou o compromisso que, junto com outros, havia assumido. A explicação dada por ele para tal comportamento é que, perante a não criação do município de Fátima, «sondou» várias pessoas e, depois, concluiu que a sua saída seria «muito prejudicial para a vida municipal» (in Ourém e seu Concelho, n.º 885, 15.Março.2009, p. 6). Atenção, muita atenção: isto não é exagero, isto é humildade no seu expoente máximo possível. Até ofusca. Porque toda a gente sabe que, se Vítor Frazão tivesse cumprido o compromisso que assumiu, teria acontecido em Ourém o dilúvio e o fim do mundo ao mesmo tempo. Para se ter um termo de comparação, teria sucedido o mesmo que está a acontecer agora devido ao facto de David Catarino, não um vereador mas o presidente da câmara municipal, ter-se posto a andar. Salve-se quem puder. Como surge óbvio, por estrita responsabilidade dele, o cadastro político de Vítor Frazão não saiu limpo deste episódio. Porque, se alguém assume um compromisso grave, é suposto que não o faça de modo irresponsável, com leviandade ou sob reserva. Se tinha dúvidas quanto à atitude a tomar, Vítor Frazão deveria ter feito a «sondagem» antes de assumir o compromisso referido. Por outras palavras, se não estava em condições de assumir tal compromisso, não o deveria ter feito. Seja como for, em termos políticos, a gravidade do compromisso assumido por Vítor Frazão era sobretudo simbólica. O que significa que, se Vítor Frazão tivesse honrado a palavra empenhada voluntariamente por si, à data tal gesto não teria tido repercussões políticas relevantes, no sentido em que constituiria a afirmação de uma posição e a assunção pessoal das consequências disso, afirmação e assunção semelhantes às de outras pessoas, que não renegaram o compromisso assumido. Na prática, «fruto da democracia e das leis que governam o país» - palavras inscritas num comunicado recente do psd -, outra pessoa teria substituído Vítor Frazão. O que, convenhamos - e reitere-se: «fruto da democracia e das leis que governam o país» -, não pode dizer-se que teria sido «muito prejudicial para a vida municipal». Talvez tivesse sido mais, quiçá muito mais, prejudicial para o currículo e para a trajectória política de Vítor Frazão. No sentido em que, convém não iludir, se tivesse honrado o compromisso que então assumiu, é plausível que Vítor Frazão não fosse actualmente presidente da comissão política da secção local do psd e presidente da câmara municipal de Ourém.

Oz, i

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Palavras de Vítor Frazão: “pautar-me-ei sempre, como, aliás, até hoje, pela verdade” (in Ourém e seu Concelho, n.º 885, 15.Março.2009, p. 6). As referências a «sempre» e a «pela verdade» são bonitas e nunca caem mal. Também não se esperava que Vítor Frazão declarasse que só está inclinado para a verdade de vez em quando. Ainda assim, mania, era bom saber como é que, sempre e pela verdade, Vítor Frazão consegue afirmar que partindo de 0,30€ e considerando apenas a inflação verificada desde 1994 até hoje se chega a 0,66€. Ou seja, há quem queira perceber qual é a verdade da justificação dada publicamente para o aumento de 120% da tarifa horária dos parcómetros verificado recentemente por cá, justificação perante a qual Vítor Frazão, enquanto presidente da câmara municipal, é o principal responsável. Fazendo as contas, para quem se pauta «sempre, como aliás, até hoje, pela verdade» não há-de ser difícil realizar a prova dos nove da verdade e demonstrar a veracidade da justificação avançada. Embora, pela verdade - e porque os raio das contas dão o que dão -, seja pouco provável que consiga. Às vezes, não sempre, a verdade é lixada.

Entrevista a Sérgio Ribeiro

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Sérgio Ribeiro em entrevista ao Notícias de Fátima, aqui.

Sai uma missa pela alma de Luciano Guerra vivo

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Não sei, mas é provável que estejam a rever a ladainha que os noivos trocam no altar aquando a confirmação do sacramento chamado matrimónio. Agora, para além das habituais tolerâncias que os noivos afirmam em relação à pobreza e à riqueza, à doença e à saúde, talvez venha a ser acrescentada a seguinte: um soco de três em três anos. Não explico. Transcrevo parte da entrevista do reitor do santuário de Fátima à revista Notícias Sábado (p. 18), suplemento do jornal Diário de Notícias (n.º 50591, 6 de Outubro de 2007). Os parágrafos a negrito correspondem às palavras do jornalista Pedro Almeida Vieira, o entrevistador. Os outros parágrafos correspondem às palavras de Luciano Guerra, o entrevistado.
* * *
Isso antigamente acontecia de igual modo. As pessoas eram talvez hipócritas...
Mas hoje ainda são mais. Os divorciados passam por períodos imensos de hipocrisia antes de consumar o divórcio.
Havia vidas desgraçadas quando não existiam divórcios...
Havia e hoje também há. E agora até há mais. No tempo em que não havia divórcios, havia situações bastante dolorosas, mas a pessoa resignava-se. A mulher dizia: calhou-me este homem, não tenho outra possibilidade, vou fazer o que posso. Ao passo que hoje as pessoas querem safar-se de uma situação e caem noutras piores.
Na sua opinião, uma mulher que é agredida pelo marido deve manter o casamento ou divorciar-se?
Depende do grau de agressão.
O que é isso do grau de agressão?
Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos.
Então reformulo a questão: agressões pontuais justificam um divórcio?
Eu, pelo menos, se estivesse na parte da mulher que tivesse um marido que a amava verdadeiramente no resto do tempo, achava que não. Evidentemente que era um abuso, mas não era um abuso de gravidade suficiente para deixar um homem que a amava.

Entre vistas

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David Catarino, presidente da câmara municipal de Ourém, foi entrevistado pelo semanário Jornal de Leiria (n.º 1201, 19.Junho.2007, pp. 16-17). É uma espécie de «a carga pronta metida nos contentores, adeus aos meus amores que me vou».
Francisco Vieira, presidente do conselho de administração da sociedade de reabilitação urbana de Fátima, foi entrevistado pelo quinzenário Notícias de Fátima (n.º 427, 13.Junho.2007, pp. 8-9). É uma espécie de «longa se torna a espera... lenta vem a galera».
Marsupilami%2002.jpg David Catarino concedeu uma entrevista ao Notícias de Ourém (n.º 3612, 02.Março.2007, pp. 8-9), sobre a actualidade municipal e sobre o PSD. Da entrevista merece destaque o facto de pela primeira vez ser publicamente reconhecida a intenção de utilizar o município para mediar a transferência da propriedade das instalações da Cooperativa Agrícola de Ourém para a empresa Divinis, recentemente constituída. Recordo que em duas sessões da Assembleia Municipal este cenário nunca foi aventado. Merece destaque ainda a pretensão de haver transferência de atribuições relativamente ao sector da saúde para a administração municipal. E, concretizado esse cenário, a intenção de resolver o problema desse sector em Ourém através de acordos com clínicas por cá estabelecidas.

Entrevista a José Alho

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Muito interessante, diria mesmo, exemplar, a maneira como foi feita a entrevista a José Alho pela Ana Primitivo do Jornal Notícias de Fátima. Bom jornalismo com perguntas certas e inteligentes. No entanto, notei que a versão online está muito mal organizada, não se nota nem existe uma clara separação de perguntas com respostas, para além de estar dividida por vários textos em todo o site e que não ajuda à boa navegação nem para perceber ao que se vai. É por isso que decidi aqui incluir a entrevista neste blog para que possa ser lida na íntegra, acompanhada de uma melhor organização (as perguntas estão destacadas a bold):

Notícias de Fátima (NF) - Dizia no discurso da noite eleitoral que não dava os parabéns ao partido vencedor porque eles tinham feito batota. Essa afirmação pode ser considerada uma declaração de guerra?
José Alho (JA) - Essa crítica mantém-se. Agora temos de aceitar a vontade do povo. Não vamos ser acintosos. Com humildade aceitamos os resultados.

NF - O que é que acontece efectivamente no executivo camarário? Como é que o poder e a oposição se relacionam nas reuniões semanais?
JA - Há uma questão que deve ser desmitificada à partida. A Câmara é uma entidade executiva. Tem de dar despacho à construção de muros, por exemplo. A esmagadora maioria das decisões são aprovadas por unanimidade. Não faz sentido não ser assim porque a maioria dos assuntos são administrativos.
O que faz a diferença? O orçamento rectificativo, por exemplo. Ou achamos que o assunto remete para as responsabilidades da maioria e abstemo-nos. Ou então achamos que é lesivo para os interesses do concelho e votamos contra. Há questões que são de gestão corrente que não faz sentido não serem aprovadas por unanimidade e depois há questões que são fundamentalmente de acção estruturante sobre as quais teremos uma opinião.

Interessante, a entrevista feita a Fernando Lopes, cineasta e antigo director da RTP2, no Jornal de Leiria. Sabia que viveu em Ourém até aos 12 anos? A ler:

JORNAL DE LEIRIA (JL) – Como é que se deu o seu encontro com o cinema?
Fernando Lopes (FL) – Aconteceu em Ourém. A minha tia Margarida era uma mulher culta que adorava filmes e tinha um lugar cativo no cinema. E como o meu tio não estava muito virado para essas coisas – era um bocadinho conquistador, conhecido como o “caça meninas” – a minha tia levava-me ao cinema. O cinema português, na época, tinha uma importância enorme, sobretudo em terras como aquela, em que não havia televisão. Vi quase todos os filmes portugueses dos finais dos anos 40. Quando cheguei a Lisboa, o bichinho recomeçou a mexer... e, como diria o Eduardo Lourenço, quando saiu da sua aldeia para a Guarda, “descobri o mundo”.

JL – Essa noção de pertença aos locais perdeu-se por todo o País...
FL – É verdade. Filmei em Ourém durante quatro semanas e aquela não era a minha Ourém. A única coisa que ainda resiste é o quartel dos bombeiros e a prisão, além de um reservatório de água que é quase arqueológico. Depois há as ruas da cidade, que mantêm ainda a toponímia republicana - não foi por acaso que os pastorinhos foram lá parar à cadeia. Nas aldeias, a situação é mais grave. É algo quase inelutável, porque tem a ver com a modernização, com o progresso...

Pode ler toda a entrevista aqui.

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