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Na sexta-feira, dia 30, realizou-se na Junta de Freguesia de Seiça, Ourém, uma reunião para a constituição da primeira Zona de Intervenção Florestal (ZIF) do concelho. Cerca de meia centena de pessoas reuniram-se para tomar conhecimento sobre a nova estrutura e as vantagens da sua constituição.
O arranque do processo iniciou-se com 215 hectares, de 11 proprietários florestais, mas no espaço de um ano este número terá que chegar aos 750 hectares. A ZIF só poderá ser considerada válida quando se reunirem aderentes detentores de metade da área florestal de Seiça.
O presidente da Junta de Freguesia de Seiça notou que há um problema geral ao país que é "a dificuldade de associação", mas o objectivo "é que todos sejamos beneficiados". Assim, de 15 em 15 dias, uma técnica da Geoterra, empresa que assegura o processo de constituição da ZIF, vai encontrar-se na Junta de Freguesia para ajudar no processo.
A ZIF é promovida pelo Estado e tem por objectivo associar em condomínio comum proprietários florestais das áreas de pequena propriedade. Com uma gestão florestal comum, torna-se mais fácil combater fogos e gerir o património, sendo que ajuda a captar mais fundos comunitários e do Estado. Os proprietários mantêm a plena posse da terra, mas têm que respeitar regras comuns.
A Verourém encerrou na última quinta-feira, dia 1, o Cine-teatro Municipal de Ourém para obras. O objectivo é dotar o espaço de melhoramentos, de acordo com a legislação em vigor, de modo a oferecer-lhe mais funcionalidades e operacionalidades para os fins a que se destina. A empreitada vai ser realizada durante os meses de Julho, Agosto e Setembro, pelo que a sala de espectáculos se encontra encerrada durante esse período.
Cerca de 300 pessoas subscreveram um abaixo-assinado contra o encerramento nos meses de Julho e Agosto das Piscinas de Caxarias. Apesar do documento e das cartas que o seguiram darem conta que a zona norte do concelho fica prejudicada com o encerramento das instalações, o presidente do município, Paulo Fonseca (PS), sublinhou que não compensava ter a estrutura aberta durante a época balnear.
No abaixo-assinado pode ler-se que "considerando que o período de Verão é o mais apetecido para uso das piscinas, que a deslocação para outras instalações prejudica os utentes e que estas instalações beneficiariam com a vinda de emigrantes", um grupo de cidadãos pediu que "reconsiderem o anunciado fecho das piscinas nos meses de Julho e Agosto".
Na missiva dirigida ao presidente da Verourém podia ainda ler-se que "considerando que a piscina de Caxarias é essencialmente frequentada por habitantes da zona norte do concelho, zona interior, que já sofre com o facto de estarem longe das praias e da cidade de Ourém, somando a escassez de transportes públicos, a crise económica generalizada, o aumento de desemprego e a pobreza cada vez mais presente, vem a vossa decisão de fecho da piscina prejudicar as famílias mais carenciadas".
A carta refere também que "entre os utentes, a maioria são crianças e jovens que vão de férias, e a piscina é o único divertimento aquático disponível, perto de casa, onde frequentemente vão a pé ou de bicicleta, o que não irá acontecer caso a piscina de Ourém seja o único recurso". O texto desafia, em alternativa, para que se promovam actividades na piscina durante o Verão.
Na visita de sábado, dia 3, à freguesia de Caxarias, Paulo Fonseca fez notar que a estrutura é fechada e que em Agosto possuía uma frequência média diária de quatro pessoas. "Não é uma piscina de Verão", sublinhou.
O autarca referiu que em Janeiro a factura do gás ascendeu aos 9 mil euros e que após uma vistoria foram detectadas várias fugas. A piscina recebeu obras de recuperação dos seus equipamentos e reabre em Setembro, já com uma estimativa de gastos em gás de 3 mil euros por mês.
O presidente da associação Terra do Móvel, Carlos Silva, demitiu-se do cargo. A instituição foi criada em 2004, no intuito de apoiar as empresas do sector do mobiliário de Vilar dos Prazeres, freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias, Ourém. Mas se no início esta englobava cerca de 37 empresas do ramo e 700 empregados, hoje, em resultado das insolvências, está reduzida a menos de metade, com menos de 350 funcionários, num número com tendência a baixar. Após um período em que procurou contrariar a tendência de queda iminente, Carlos Silva desistiu e demitiu-se do cargo. A associação corre agora o risco de desaparecer.
Foram vários os factores que o levaram a tomar esta atitude, explicou Carlos Silva a O MIRANTE. "Aquilo que propus era fazer uma fusão de empresas", na tentativa de salvar o sector, criando um grupo com capacidade competitiva e dinamismo. A iniciativa teria o apoio do Ministério da Economia e a Câmara Municipal de Ourém faria parte do organismo, com uma quota simbólica. Mas um dos elementos de uma das nove empresas que estavam previstas para aderir à fusão "disse que não havia capacidade produtiva e qualidade" em Vilar dos Prazeres e a ideia caiu.
Carlos Silva não desistiu e procurou junto do presidente do município de Ourém, Paulo Fonseca (PS), uma solução. "Mas o silêncio falou por ele", comentou, apesar de notar que ao longo de todo o processo pôde sempre contar com o ex-governador civil de Santarém.
Ora, ainda bem que existem os tais ataques demagógicos e susceptível de criar dinâmicas de desinformação. Assim, sempre vão surgindo comunicados e sempre vai aparecendo a informação, por oposição à desinformação. É que a desinformação é da responsabilidade exclusiva de que tem a informação, parece-me.
E sejamos razoáveis: para um executivo municipal, há tarefa mais simples do que tornar pública a informação que deve ser pública? Acho que não. É uma tarefa simples e que se for feita em tempo certo melhora bastante a imagem do município, para além de ainda justificam os custos do portal que, por vezes, mais se assemelha a um página de uma rede social, do que a um sítio institucional.
Na última sessão da Assembleia Municipal de Ourém, o deputado municipal Manuel Guerra (PSD) questionou o presidente do município, Paulo Fonseca (PS), sobre o orçamento das Festas de Ourém e quem havia patrocinado o projecto. Dada a qualidade do programa, que incluía artistas como Deolinda ou Luís Represas, o deputado lembrou que ainda há pouco tempo Paulo Fonseca se queixava do endividamento da câmara municipal.
Paulo Fonseca afirmou-se "orgulhoso" do projecto, considerando que "a qualidade" dos espectáculos, que trouxeram milhares de pessoas ao Parque Linear em Ourém, não precisava de ser discutida. Não indicou o valor total dos custos, mas referiu que se tinham poupado 21 mil euros relativamente aos valores do ano passado, ainda com o executivo anterior de maioria PSD.
"Podia ter apresentado lucros", comentou. Um dos patrocinadores, a marca de cerveja Sagres, queria ter pago logo à partida os quatro anos de apoio já combinados, exemplificou.
Não deixa de ser estranho que, depois de se gastarem 75 mil euros numa demorada auditoria - símbolo máximo da transparência do novo executivo que demorou oito meses!!! - se embrulhe a resposta a uma simples pergunta colocada em assembleia municipal: afinal quanto gastou a comissão de festas?
Ao que parece, a resposta é menos 21 mil euros do que o ano passado. Cidadão que é bom cidadão, só tem é que ter os números em memória, mesmo que o executivo municipal não os tenha numa assembleia municipal.
Mas mais: pela notícia anterior - que é confusa e muito pouco esclarecedora - a coisa podia ter apresentado lucro, mas pelos visto não apresentou. Parece que a Sagres queria adiantar já o pagamento dos próximos 4 anos - exemplifica Paulo Fonseca - mas que o Município não aceitou. Boa gente, a de Ourém, que combina o apoio nos próximos quatro anos, mas que não se importam em receber já o dinheiro, pensa a Sagres...
Já a malta de Ourém, pode pensar uma de duas coisas: ou a CMO está em boas condições financeiras e não precisa do dinheiro - e aí até é um gesto porreiro para com a marca de cervejas -, ou, então, está aqui qualquer coisa mal contada, onde a mensagem de transparência - mais uma vez e cada vez mais - vai ficando mal na fotografia. E é pena. Porque, acima de tudo, o executivo vai perdendo a oportunidade que auditoria trouxe, para se demarcar da forma como a CMO tem vindo a lidar com os números nestes últimos anos.
No próximo fim-de-semana, dias 5 e 6 de Junho, o Museu Municipal de Ourém recebe o workshop "Arquivo de Memória".
Dividido em duas sessões, a iniciativa é dedicada ao cinema e vídeo etnográficos, através da documentação audiovisual de tradições, rituais e estórias pelo registo de memórias pessoais.
Na primeira sessão, teórica, prevê o visionamento de cinema documental sobre o documentarismo etnográfico. Na segunda, de teor prático, os participantes podem realizar um vídeo etnográfico através de relatos de oureenses que tenham contributos para a documentação da memória local.
A iniciativa, inscrita num projecto a nível nacional, é organizada pelo município de Ourém em conjunto com o Agrupamento de Escolas D. Afonso 4.º Conde de Ourém. A coordenação fica a cabo do realizador e actor Frederico Corado.
As inscrições podem ser feitas através do número 249 540 900 e do e-mail museu@mail.cm-ourem.pt.
O núcleo do PSD de Fátima e a secção de Ourém do partido vão organizar dia 28 de Maio, sexta-feira [HOJE], pelas 21h00, uma palestra intitulado "QREN - Ainda vamos a tempo?". A iniciativa decorre no Hotel Cinquentenário, em Fátima. O orador convidado para falar do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) é o deputado Pedro Saraiva, antigo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), vice-reitor da Universidade de Coimbra e professor universitário. Teve a seu cargo a elaboração das 20 medidas para melhoramento do QREN, que vieram a merecer aceitação na Assembleia da República já este ano. Vai assim oferecer um panorama do estado real da situação.



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