Miradouro d'O Castelo

Setembro 03, 2010

Anónimo Sec. XXI

Não há Festa como esta!

Sem qualquer intenção de prejudicar a venda do Programa da Festa (se calhar, ainda terei de fazer uns turnos à entrada...), aqui vai-se acompanhar o programa dos espectáculos. Até para que alguns fiquem a saber, a par e passo, hora a hora, os espectáculos que perderam nestes palcos (além de muitos outros de espacos regionais e do espaço internacional, além de tudo o resto!)

Assim será 6ª feira:

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 03 de Setembro, 2010 17:00:37

AUREN - Por Ourém e pelos oureenses!

Castelo de Ourém

Vendo o autor as ruinas do Castelo da Villa de Ourem

Poema de Luís do Couto Félix, acerca do castelo de Ourém, conforme manuscrito da Biblioteca do Palácio da Ajuda: "Castalia portuguesa. Collecção de varios Romces, e algumas cartas que se poderam extrahir dos manuscriptos que deixou Luiz do Couto Felix, Fidalgo da Casa Real; Cavaleiro da Ordem de Christo; e Guarda-Mor e Reformador, que foi do Real Archivo ou Torre do Tombo do Reyno".

 

castelo de ourém

Esse edifício defuncto,
esse esqueleto de pedras;
ou sepultura ou cadaver
da vaidade e da grandeza
 
Mais do que a fabrica illustre
o fez a ruína mesma;
monumento cada estrago,
mas confusão cada pedra.
 
Alto chronista dos annos
a muda lastima ostenta,
que os epitaphios do tempo
são mais destroços que letras.
 
Derrubadas homenagens
entre reliquias desfeitas,
estão levantando exemplos,
estão lavrando advertências.
 
Nos troços desmoronados,
nos muros postos por terra
que grandes minas do tempo!
Dos annos, que largas brexas!
 
Que a contínua, a sucessiva,
a sanguinolenta guerra
da idade, nem do que rende,
pedra sobre pedra deixa.
 
Naquelle pedaço informe,
naquela parede aberta,
jaz sepultado um reduto
e agonizando hua ameya.
 
Athé nessas poucas verdes
lizonjas, que hoje alimenta,
certefica que acabou
ja arruinada das eras.
 
Se Arbitro ja da campanha
foy adorno e fortaleza,
dos vestígios entre horrores
confunde a triste eminencia.
 
Veneravel antigualha,
relíquia em cinzas eterna
de mouriscas arrogancias
de catholicas emprezas.
 
Desvanecida altamente
se coroar pertendêra
em remates de diamante
a cûpula das estrellas.
 
Hoje, pavimento triste
distinguir-se deixa apenas,
assombrado do desprezo
e perdoado das ervas.
 
Com quanto silencio gritam
essas trez ou quatro ameyas!
Que quando he debil hua torre,
que pode ser a fraqueza!
 
A recolher pensamentos,
vaidades, glorias; não tenha
a vozes de pedra, hua alma
tambem ouvidos de pedra.
 
Oh, não custe a razão
o que a dureza!
Que nem vale o caduco,
mais experiencias.

 

in Ourém na História e nas Letras. Câmara Municipal de Ourém. 1995.
 

por Carlos Gomes em 03 de Setembro, 2010 15:30:37

Anónimo Sec. XXI

O dia Casa Pia

No intervalo para almoço, a sensibilidade de um cidadão (muito interessado!):

A metodologia adoptada pelo colectivo de juizes estragou o efeito mediático ao começar pela consideração da culpa dos arguidos nos crimes.
Ao serem confirmados os arguidos como culpados, desmobilizou-se o suspense, embora se mantenha (devesse manter) em relação às penas e ao modo como os réus (os seus advogados) vão reagir, com todo o seu poder (financeiro e outros), às sentenças.

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 03 de Setembro, 2010 16:25:51

Fel de cão

Alberto Caeiro


DA MINHA ALDEIA...

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Alberto Caeiro/Fernando Pessoa

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 03 de Setembro, 2010 11:20:54

Anónimo Sec. XXI

Tomar partido! (forças produtivas e relações de produção - 2 e final)

(para acabar...):
.
Termino, neste “atrevimento” de resumir o que não é resumível, com uma referência particular relativamente às questões/conceitos-chave de valor e de trabalho produtivo.
  • O desenvolvimento das forças produtivas é processo de transformação de valores de uso (do que a natureza nos “oferece”), e por essa via se cria valor;

  • Enquanto estádio, ou patamar, de relações de produção que o definem, o processo no capitalismo é de criação de mais-valia por utilização como capital variável de força de trabalho trocada, como mercadoria com valor de troca, por capital-dinheiro, i.e., salário, e por essa via, incorporando capital variável no capital constante (meios de produção), se cria valor.

Esta é uma outra e fundamental unidade dialéctica das que (se) fazem (n)a realidade, que resulta das duas ópticas – do ponto de vista das forças produtivas ou do ponto de vista das relações de produção -, que vêm de Adam Smith e que Marx tanto trabalhou, e só vale para o modo de produção capitalista, enquanto…
Chegados (os que eventualmente me leram e eu) ao fim desta caminhada – até porque foi motivada por tarefa para a Festa… e a Festa está aí! – há que começar de novo. Não a partir do zero ou do ponto anterior ao começo do percurso feito, mas a partir deste falso fim a que chegámos, e procurando aproveitar todos os passos que foram (e continuarão a ser) dados.


(...até começar de novo!)

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 03 de Setembro, 2010 10:33:00

AUREN - Por Ourém e pelos oureenses!

Exposição de Pintura

Exposição de Pintura

de Márcia Gaspar

exposição de pintura

Galeria Municipal de Ourém

4 a 26 de Setembro

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/

por Carlos Gomes em 03 de Setembro, 2010 09:10:34

O Agroal... em 1933!

A Capital

 

Com o título "O Agroal, perto de Tomar é uma magnífica estancia de aguas, com cujo desenvolvimento muito locrarão os portadores de certas molestias", o jornal "A Capital", na sua edição de 10 de Fevereiro de 1933, publicou um artigo assinado por Vieira Guimarães que a seguir se transcreve:

 

"Muitas vezes se tem publicado este sugestivo nome, sem explicar a sua significação.Desde há dezenas de anos que se tem empregado, a quando da intensa e extensa propaganda do patriotico e turistico caminho de ferro Tomar-Nazare, o qual, se estivéssemos num país semi-civilizado, já estaria construído, para servido da própria região e do movimento nacional e internacional, cada vez maior, dos amantes de admirar e estudar monumentos de alto valor artístico, como são os de Alcobaça, Batalha e Tomar.


Nessa propaganda de tantos anos, em que a imprensa nos tem ajudado, tão nobre e devotadamente, em favor de causa tão útil e precisa, bastantes vezes temos aludido à preciosa nascente de aguas que tem o nome que acima mencionamos.


Agroal quere dizer campo de agriões e é este lindo nome que o povo do concelho de Tomar dá, há muito tempo, ao pitoresco sítio onde brotam as afamadas águas. Agriões, em festões e festões, nascem a juzante daquela abertura, que deixa sair a água benefica, que se impõe de tal maneira, que deu origem a criar-se esse nome, tão sugestivo para quem atraído pela nossa propaganda, ali vai e sai curado.


Realmente, parece milagroso o que, com essas águas, se tem dado, em relação a doenças de pele e do aparelho gastro-entestinal. Sem que a civilização ali tenha posto qualquer pedra, a não ser umas míseras pocilgas que a avareza humana explora, e sem que, até agora, haja ali uma estrada, a concorrência às águas é tal, que nos afoitamos a dizer que é a estância de águas mais concorrida do País.


Nas que o progresso tem civilizado, encontramos o casino, campos de "tenis" e de "football", o café o animattógrafo sonoro e não sonoro, as avenidas ensombradas e jardins floridos, a par de balneareos servidos pela moderna instrumentagem científica, a serem grande auxiliares das curas que lá se realizam, mas em Tomar, no Agroal, nada existe que ajude a explicar o grande poder terapêutico das famosas águas.


A natureza, ali, é a única a produzir os seus benéficos efeitos pois o banhista só tem por casino a "Gruta dos mrcegos", por campo de "tenis" o esguio campo dos agriões e de "football", uma brava ravina da margem, por café a humilde casa do José Matias; por animatógrafo sonoro, a melopeia da roca romana de regar; por avenidas, os caminhos de cabras; por jardins floridos, as moitas, as urzes e os tojos; e por balneário, a bocarra donde sai a limpida água, que é um consolo para os estômagos e intestinos, sequiosos e doentes, e um terível inimigo para os microbios originarios de cruciantes e teimosas doenças dermatológicas.

 

De há muito se ... a concessão dessas águas, que foi dada a um grupo de tomarenses que, por infelicidade, têm vindo a morrer e está, hoje, entregue a cinco senhoras viúvas e a dois cavalheiros, que, pela sua idade avançada, já não têm ânimo para o grande empreendimento que tão valiosa estância requere.


A patriótica Câmara Municipal, que ora rege os destinos de Tomar, meteu ombros à construção da estrada que ligará aquela cidade aos frequentadíssimos banhos e com o dispêndio de 400.000$00, em que é auxiliada pelo Estado, lá a vai abrindo e empedrando. Estamos certos de que, para o verão que vem, já com todas as facilidades e comodidades, se poderá ir, ali, aproveitar a acção benefica da pura e salutarissima ninfa.


Pena é que o génio empreendedor dos portugueses, que tantas e tantas vezes, através dos séculos se tem patenteado em variadíssimas empresas filantropicas, aqui se vá entibiando, deixando de se associar, a fim de fazer a obra, altamente bela, de pôr o Agroal em atraente estado de ser frequentado e livrando a humanidade sofredora de muitas doenças dolorosas dos aparelhos tegumentar e gastro entestinal."

Agroal

A imagem mostra a nascente do Agroal antes das recentes obras.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/

por Carlos Gomes em 03 de Setembro, 2010 08:00:26

Anónimo Sec. XXI

Tomar partido! (forças produtivas e relações de produção - 1)

Na publicação que se fez da minha tese de doutoramento – que fui buscar, agorinha, à estante – senti-me obrigado a escrever em “nota prévia” (datada de Março de 1987!):
.
«(...) Levantadas reservas sobre algumas referências bio-bibliográficas, por não se atribuir autoridade científica aos citados, quisemos afirmar, e aqui se reafirma, que, independentemente do que possa ser norma em teses de doutoramento – e respeitando essas normas -, nenhuma citação foi feita com a pretensão de valer como “argumento de autoridade”, nem nenhum autor foi citado por ser aquele autor. Aproveitámos a oportunidade para afirmar a nossa defesa da ortodoxia. E da oportunidade decorreu a lembrança de Joaquim Namorado que disse que a verdadeira coragem era, em certos momentos e lugares, a de alguém se afirmar ortodoxo.(...)»
.
O que disse durante as provas, e a sua reiteração na nota prévia, se não prejudicaram o resultado do doutoramento, pouco terão ajudado para o que a tese poderia ter tido (e ter) de eventual divulgação e possível aproveitamento… Viviam-se (e vivem-se) tempos de alardes de heterodoxia e de afirmações de inconformismo, como acontece ciclicamente. Pelo que, como sempre – mas às vezes mais! – é necessário afirmar o que é axial, o que é a nossa base teórica.

Em relação à definição, por exemplo, de valor e de trabalho produtivo, há que ser muito claros, na perfeita consciência da dificuldade de simplificar conceitos tão complexos – como a vida o é! Mas não é essa complexidade que levará a aceitar que se apode de conformista o que é axial e que se isso seja substituído por conceitos “modernos”, outros de que não se nega o direito a existirem (e até a sua possível respeitabilidade) mas que não podem é ser apresentados como sendo marxistas.
Atrever-me-ia a, no final deste percurso de fixação de reflexões (re)nascidas em (re)leituras, deste quarteirão de notas a tomar partido!, resumir, com o risco de ser redutor, risco que assumo com a afirmação de que há que continuar a estudar e aprofundadamente. Mas, enquanto marxistas e na vertente económica, há linhas de investigação a percorrer (e tanto caminho!) a partir da interpretação da História segundo a qual a relação homem-natureza para satisfação das necessidades que historicamente evoluem, desencadeou i) um processo de criação de forças produtivas – antes de todas a do trabalho e, depois, dos instrumentos e objectos que a acompanham e vão completando e substituindo nas tarefas – e ii) que esse processo se concretiza, ao longo da História, no quadro de relações sociais de produção que passam por estádios, ou patamares, correspondentes ao desenvolvimento das forças produtivas. Forças produtivas e relações de produção que formam unidades dialécticas (por isso prenhes de contradições) como modos de produção.


(já a seguir... e para acabar)

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 03 de Setembro, 2010 08:01:00

Anónimo Sec. XXI

O impossível sonho

Depois de ter colocado uma mensagem anterior sobre o sonho, em que falava de (saudando) Pessoa, Chico Buarque e Maria Betânia, era impossível deixar de vir com este Brel. Depois... digo que o "cuco" sou eu! Sou, sim, senhor, porque todos o somos, porque todos chegámos cá depois de tantos (e tão bons) já por cá andarem há tanto tempo, mesmo alguns que nasceram depois de nós...


La quête
Jacques Brel

Rêver un impossible rêve
Porter le chagrin des départs
Brûler d'une possible fièvre
Partir où personne ne part

Aimer jusqu'à la déchirure
Aimer, même trop, même mal,
Tenter, sans force et sans armure,
D'atteindre l'inaccessible étoile

Telle est ma quête,
Suivre l'étoile
Peu m'importent mes chances
Peu m'importe le temps
Ou ma désespérance
Et puis lutter toujours
Sans questions ni repos
Se damner
Pour l'or d'un mot d'amour
Je ne sais si je serai ce héros
Mais mon cœur serait tranquille
Et les villes s'éclabousseraient de bleu
Parce qu'un malheureux

Brûle encore, bien qu'ayant tout brûlé
Brûle encore, même trop, même mal
Pour atteindre à s'en écarteler
Pour atteindre l'inaccessible étoile.

E José Gomes Ferreira dizia, num dos seus diários, que a revolução se perde quando os revolucionários desistem de lutar pelo impossível (se não era assim era mais ou menos... e com toda a mesma intenção)


por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 03 de Setembro, 2010 02:00:00

Manuelinhodevora

Ondas!...




...por vezes turvas como a sociedade, que anseia estados límpidos, onde alguma gente gosta da ganância cruel, que os obriga a chafurdar no lodo. A clorofila das algas vai-se e rapidamente passa a matéria, é o que acontece áqueles que querem alterar a vida, alicerçados em nada. A vida foge-lhes, como as ondas do mar!
(clicar nas imagens)

por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 03 de Setembro, 2010 01:32:59

koisasiiloisas

Um ninho...


...de aves (passarões!) de rapina os que estão na FPF, para quem o seleccionador caiu em desgraça. Não o querem por lá, mas também não lhe querem pagar...então, o melhor é os jogadores prestarem o seu serviço à Selecção em "piloto automático". Se assim é, se a experiência dos jogadores lhes permite esse desempenho automatizado, para que há necessidade de se pagar a um Seleccionador Nacional??? Cinicozinhos!...

por maria mar (mariabto82@gmail.com) em 03 de Setembro, 2010 00:31:01

Manuelinhodevora

Revisão do PDM em Ourém

As sessões públicas à volta do PDM recomeçam no Mês de Setembro. Só participando cada interessado defende os seu interesses e, o interesse do concelho de Ourém. Uma Comunidade aberta ao diálogo torna-se mais solidária e participativa. Os Oureeenses, tendo como ferramenta um bom PDM, tornarão o seu Concelho mais rico, criando novas oportunidades, que servirão, de certeza, a todos.

Dia

Hora

Freguesia

Local

07 Set – 3ª feira

19h00

Alburitel

Junta de Freguesia

09 Set – 5ª feira

19h00

Casal dos Bernardos

Junta de Freguesia

14 Set – 3ª feira

19h00

Espite

Junta de Freguesia

15 Set – 4ª feira

19h00

Formigais

Junta de Freguesia

16 Set – 5ª feira

19h00

Cercal

Junta de Freguesia

17 Set – 6ª feira

19h00

Matas

Junta de Freguesia

20 Set – 2ª feira

19h00

Atouguia

Junta de Freguesia

21 Set – 3ª feira

19h00

Ribeira do Fárrio

Junta de Freguesia

23 Set – 5ª feira

19h00

Rio de Couros

Junta de Freguesia

24 Set – 6ª feira

19h00

Seiça

Junta de Freguesia

27 Set – 2ª feira

19h00

Gondemaria

Junta de Freguesia

29 Set – 4ª feira

19h00

Urqueira

Junta de Freguesia


por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 03 de Setembro, 2010 00:59:57

Anónimo Sec. XXI

Poemas cucos* (e outras coisas cucas) - 16 (Alberto Caeiro)

Desta vez, o "cuco" abusou (e alguma vez não o fez?).
Não se limitou a um poeta, a um autor, a um nome. De uma vezada, desculpando-se com as contas que deus fez, tirou ovos que eram de três e, se virmos bem, ainda de mais um, que se esconde ou disfarça com desfaçatez.
Foi-se ao livro de Helder Macedo,que é uma leitura de Cesário Verde (e que leitura!), e retirou de lá o poema de Alberto Caeiro (que é o sr. Fernando Pessoa heteronimado) e (mal)tratou todos. Também ninguém levará a mal ao pobre "cuco" (que sou eu...). Porque é por bem, e com muito respeito por todos.


À maneira de
Fernando Pessoa-Alberto Caeiro
Ao entardecer, sentado nesta pedra,
vendo o sol, ao longe, a esconder-se
por detrás das casas esparsas e dos morros,
sabendo dos Castelos nas minhas costas,
quero ler até me arderem os olhos
o livro de Cesário Verde.

Como Caeiro, tenho pena dele!
O nosso poeta era um camponês
que andava pela cidade qual preso em liberdade.
Mas o modo como olhava para os prédios,
e o sem jeito com que pisava as calçadas,
e a sua maneira de lidar com as coisas,
e, mais que tudo, a poesia que fazia,
são de quem vê os passantes como gente,
de quem ao rés olha para as casas ao rés dos olhos,
de quem procura as árvores,
de quem mira e admira os caminhos que os pés caminham
(que o caminho se faz ao caminhar, dizia Machado…),
de quem repara nas flores
e ouve os ruídos levantados nos descampados…

Por isso, tinha ele aquela grande e funda tristeza,
(que nunca disse bem que tinha...),
e andava pela cidade com a saudade de andar pelos campos,
e triste como esmagar borboletas em livros,
como amarrar flores em jarras….

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 03 de Setembro, 2010 00:59:00

Setembro 02, 2010

Suplemento de Alma

As colunas da vida...

As colunas da sabedoria, da força e da beleza sustentam os homens livres e de bons costumes em cada obra humana. São elas, em sentido figurado, que consolidam o edifício mental, a estrutura intelectual e a acção diária individualizada.

Há quem chegue a elas fisicamente, mas que se distancia, e jamais as edifica dentro de si. Habitualmente tal deve-se e acontece a quem possui uma específica característica: o egocentrismo.

O egocentrismo não permite, efectivamente, que de forma livre se procurem e alcancem conhecimentos através de ensinamentos de outros, na aprendizagem constante que nos pinta os cabelos de branco e nos abre as rugas no rosto.

E porque em sociedade vivemos, e dela fazemos parte, recai nas nossas acções de humanidade a essência individual que comportamos como peças do grande rio da vida.

Cada vez mais só uso o espelho para confirmar as rugas, os cabelos brancos e a limpeza do rosto. Até porque quem usa o espelho falando e indagando em todas as acções diárias, acaba por em cada gesto, decisão ou posição, só, e somente, tomar o seu sentido pessoal.

Porém, em nossas mãos estão os outros, que connosco fazem o dia-a-dia de cumplicidade, de entreajuda, de ensinamentos mútuos, de conquista, de entrega e suor partilhado.

E assim, de pé, ouvimos, falamos e fazemos o que de todos e para todos pode nascer.

E assim, pelo que de bom alcançamos conjuntamente, brilhamos como seres humanos, aos olhos daqueles que desprendidamente assumem a vida.

Não são as chaves que abrem as portas do sentimento, do coração, da conquista, da amizade e do respeito. O reconhecimento só se alcança com tolerância, simplicidade, frontalidade, verdade e confiança.

Ainda que para muitos os títulos constituam a distinção entre os Homens, acredito que a sabedoria, a força e a beleza individual são a essência que faz a diferença.

E assim ontem regressei a casa. Com a consciência de que o caminho que percorri num passado muito recente, se pautou pelo que, desprendidamente, alcancei. Sem o procurar, o reconhecimento e os frutos surgem espontaneamente. Senti-me abençoado por ter partilhado o conhecimento, o dia-a-dia, a estima, a conquista e a amizade de tantas pessoas. Senti-me rico em conforto, em tranquilidade e em missão cumprida.

Mesmo já tendo a vida se encarregado de me mostrar que nem sempre sorrimos e vencemos, reforço e partilho o pensar de que a força está no que em conjunto, como sociedade, conseguimos alcançar...

por João Heitor (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 19:36:05

Amanhã é outro dia!

Amanhã, depois e depois...

Estaremos por aqui:


E depois a passear por aqui:


E por aqui:
Por isso, até para a semana...

por Tanita (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 17:33:02

Papoila 25

Sons universais!

Já tenho ouvido esta canção interpretada por bons artistas mas esta versão é especial! Acreditem que vale a pena ver e ouvir!

por mlu (malfig42@gmail.com) em 02 de Setembro, 2010 16:48:54

Anónimo Sec. XXI

Aponta mentes

Há verbos assim. Têm uma importância transcendente. Por isso se terá dito que ao princípio era o verbo... Mas qual?

Na economia (marxista) incorporar força de trabalho, tornada capital variável, no capital constante, metamorfose de mercadorias-meios de produção - que são trabalho incorporado, no tempo passado do verbo -, é o verbo do princípio e da compreensão do modo de funcionamento da economia em capitalismo.

.

Incorporar --> in corpo --> fazer corpo com --> fazer do capital o que ele não é --> fazer o capital produtivo, não o sendo --> mas que passa a ser --> porque e quando in corpora o trabalho que é produtivo!

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 14:00:04

Festa do Avante! 2010 - 4

Não há Festa como esta!


Na maior livraria de Portugal, que está aberta durante três dias por ano, 34 edições a fazer leitores. Destaques (para Álvaro Cunhal e Lenine), promoções especiais (Dias Lourenço, Quando os lobos uivam, Até amanhã, camaradas), novidades. Com lançamentos e apresentações. Participarei na apresentação de Compreeender a economia

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 13:00:06

Albergue dos Danados

Se numa ilha sozinho. Que em português falklands diz-se malvinas, disse ele, maldivas, disseram ela e o mano dela em coro. A razão não é necessariamente uma questão de maioria. O problema não é combater o número - os números não assustam -, o problema é combater as convicções irredutíveis dela. O mano dela, não por acaso rapaz e de extracção de ano bom, é sensato e admite o erro. Como ela

por _ (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 13:00:05

AUREN - Por Ourém e pelos oureenses!

Quem fez a República

Proclamação da República

A proclamação da República, em 5 de Outubro de 1910, em frente aos Paços do Concelho de Lisboa.

 

EXPOSIÇÃO

"QUEM FEZ A REPÚBLICA"

 

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE OURÉM

 

De 2 a 24 de Setembro

das 9h às 18 h

 

Organização: Câmara Municipal de Ourém

 

Através de quinze quadros, pretende-se dar um panorama sucinto dos principais acontecimentos que levaram à Implantação da República em 5 de Outubro de 1910, apresentando igualmente notas biográficas dos intervenientes.

Foto: Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/

por Carlos Gomes em 02 de Setembro, 2010 11:50:35

Anónimo Sec. XXI

Tomar partido! (Ler Marx:!)

A ler Marx, ou a ler sobre Marx, aprende-se sempre muito. Algumas vezes aprende-se melhor o que já se sabia, mesmo aquilo a que a modéstia impede de dizer que se sabia razoavelmente bem… E nunca se sente – ou pode sentir – que se estão a adoptar “argumentos de autoridade”.
Em Marx, sem me contradizer… espero eu, se há aspectos que vou reforçando com as leituras e releituras, um é o do grande respeito que ele tinha pelo trabalho dos outros, dos anteriores e dos coevos. O que coexistia com ausência de frouxidão na argumentação, por vezes quase com violência verbal. Se o ilustra a “conversa” (virtual, ainda que sem gravações-vídeo ou esoterismos) tida e mantida com Adam Smith, grande teórico da/para a burguesia ascendente (e também, agora, para a decadente), até porque o respeito e o aproveitamento de contributos de Adam Smith são evidentes no edifício que Marx ia construindo (e que não está concluído, nem nunca o estará enquanto marxismo), não resisto a transcrever os termos com que se referiu a Bentham (1878-32), um dos pais do “utilitarismo”, a quem chamou “o génio da estupidez burguesa”:

«A esfera da circulação ou da troca de mercadorias, dentro de cujos limites se move a compra e venda da força de trabalho, era de facto um verdadeiro Éden dos direitos humanos inatos. O que aí impera somente é liberdade, igualdade, propriedade e Bentham. Liberdade! Pois o comprador e o vendedor de uma mercadoria – p.ex., da força de trabalho – são apenas determinados pelo seu livre arbítrio. Eles fazem contrato enquanto pessoas livres, juridicamente de igual condição. O contrato é o resultado final pelo qual as suas vontades dão uma à outra a sua expressão jurídica comum. Igualdade! Pois eles apenas se relacionam entre si como possuidores de mercadorias e trocam equivalente por equivalente. Propriedade! Pois cada um dispõe apenas do que é seu. Bentham! Pois cada um apenas se preocupa consigo. O único poder que os junta e põe em relação é o do seu proveito próprio, da sua vantagem particular, dos seus interesses privados. E exactamente porque cada um apenas se volta para si e nenhum para o outro, todos realizam apenas a obra da sua vantagem recíproca, do interesse conjunto, em consequência de uma harmonia preestabelecida das coisas ou sob os auspícios de uma providência toda-manhosa.
Ao separar-se desta esfera da circulação simples ou da troca de mercadorias, ao qual o livre-cambista vulgaris vai buscar concepções, conceitos e padrões para o seu juízo sobre a sociedade do capital e do trabalho assalariado, algo se transforma já – ao que parece – a fisionomia da nossa dramatis personae*. O antigo possuidor do dinheiro marcha à frente como capitalista, o possuidor da força de trabalho segue-o como seu operário; um significativamente sorridente e zeloso pelo negócio, o outro tímido, contrariado, como alguém que levou a sua própria pele ao mercado e agora nada mais tem a esperar senão… ser esfolado.» (O Capital, edições avante, Livro 1º, tomo I, p. 204)

É neste quadro (teatral) que se toma partido!
____________________________________________

* - Em latim no texto original: personagem do drama (nota da edição portuguesa)

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 11:36:13

O sonho começa sempre hoje

... e é para realizar amanhã, e depois, e depois, e sempre!

(Fernando Pessoa/Chico Buarque/Maria Betânia)

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 11:22:20

AUREN - Por Ourém e pelos oureenses!

D. Affonso de Bragança - IV Conde de Ourém (II)

 

D. Affonso de Bragança, 4º Conde de Ourém, a quem a vila de Ourém deve a sua histórica grandeza, morreu há 550 anos!

 

O 4º Conde de Ourém faleceu em Tomar em 29 de Agosto de 1460. A efeméride passou praticamente despercebida. No concelho de Ourém não se programou qualquer iniciativa para assinalar a data e evocar o Homem e a sua obra. Apenas o blog AUREN, alguns dias antes, lançou o repto para que lhe fosse prestada a devida Homenagem. Ver o post "D. Affonso de Bragança, 4º Conde de Ourém – a Homenagem dos oureenses!" publicado em 21 de Agosto.

 

Porém, ainda não é tarde para que algo se faça nesse sentido. E, por esse motivo, mantemos o repto que fizémos!

 

Túmulo do IV Conde de Ourém

 

"Era filho primogénito do 1.º duque de Bragança, D. Afonso filho de D. João I, e de sua mulher D. Brites Pereira, condessa de Ourém, filha do condestável D. Nuno Álvares Pereira.

 

Nasceu em Lisboa, faleceu em Tomar a 29 de Agosto de 1460.

 

Depois de cultivar os estudos próprios da sua hierarquia, tornou se distinto pelas suas virtudes morais e políticas, pelas quais mereceu ser estimado dos príncipes do seu tempo. Seu tio, o rei D. Duarte, resolvido a mandar um embaixador ao concílio de Basileia, que se tinha congregado para pacificar as largas discórdias entre a Igreja Grega e a Latina, que depois foi transferido por Eugénio IV para Ferrara, o nomeou a ele, confiando na sua profunda capacidade, que felizmente desempenharia as obrigações do seu cargo. Com outros companheiros e mais comitiva, saiu de Lisboa a 21 de Janeiro de 1435, e chegando a Bolonha a 24 de Julho do mesmo ano, foi recebido pelo papa com as manifestações de paternal benevolência. Concluído o concilio, foi à Palestina visitar os lugares santos, regressando depois a Lisboa Mais tarde, também teve a incumbência de acompanhar D. Leonor, quando esta infanta, sua prima, foi desposar Frederico III, imperador da Alemanha. Saiu de Lisboa a 20 de Outubro de 1451, como general da armada que a conduziu a Leorne. Desta cidade caminhou até Sena, despertando todas as atenções pela numerosa e magnífica comitiva que os acompanhava Chegando a Roma, procedeu à coroação dos dois esposos o papa Nicolau V. Terminada a cerimónia, o imperador o armou cavaleiro.

 

Em 1415 fundou a importante colegiada de Ourém, consignando lho copiosas rendas para sustentação das dignidades e cónegos, de que ela se compunha. Edificou também N. Sr.ª das Misericórdias, de Ourém, sumptuoso templo e sede da referida colegiada. D. Afonso V, por decreto de 11 de Outubro de 1451, lhe fez doação da vila de Valença, com todos os seus termos e limites, concedendo-lhe também o título de marquês de Valença, sendo este o primeiro marquesado que houve em Portugal. O seu corpo foi trasladado para Ourém, em 1487, sendo sepultado na capela debaixo do coro da Igreja da colegiada, num soberbo mausoléu, em que se gravou um longo epitáfio.

 

Dizem alguns antigos escritores, que D. Afonso foi casado ocultamente com D. Brites de Sousa, filha de Martim Afonso de Sousa, senhor de Mortágua, de cujo matrimónio houve um filho, D. Afonso de Portugal, que pretendeu suceder na casa de seu avô, o que se não pôde provar, mas o que não padece dúvida é a existência desse filho, a quem, segundo a tradição, D. João II obrigou a ser clérigo, ainda em curta idade, e foi bispo de Évora do a 24 de Abril de 1552. O marquês de Valença compôs: Itinerario ao Concilio de Basileia no anno de 1435, que saiu impresso no tomo V das Provas da Historia Genealogica da Casa Real Portugueza, por D. António Caetano de Sousa, pág. 573."

 

In http://www.arqnet.pt/

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/

por Carlos Gomes em 02 de Setembro, 2010 09:35:37

Fátima e os caminhos da Fé

Cruzeiro

É na Batalha que começa a dramática subida para Fátima.

Uma estranha luz se esconde misteriosamente por detrás da torre da igreja secular, quando partimos para a região santa que a Mãe de Jesus distinguiu com a sua visita celeste.

O caminho sobe lentamente. Algures, ao lado do caminho, junto aos altos pinheiros e aos eucaliptos, uma cruz de pedra lembra a subida do Calvário, depois as curvas multiplicam-se e requebram-se, num serpentear que não acabará senão no fim do caminho, no planalto de Fátima.

colina

Subitamente, desencadeia-se uma tempestade sobre uma das colinas abruptas. Aliás é raro que a celebração das aparições, realizada no dia 13 de Maio e de Outubro de cada ano, se faça sem tempestade.

Então as nuvens descem muito baixo, impelidas por um vento violento, e deslocam-se com uma rapidez formidável, sobre toda a região, durante horas.

Estamos numa região que pertence a uma cadeia de montanhas rochosas e onde a vegetação se torna cada vez mais rara.

Aqui, a natureza ostenta a sua rudeza. E no entanto é precisamente a austeridade do local que lhe dá encanto.

religiosas

Às vezes as curvas que serpenteiam entre as vertentes da montanha detêm-se num terreno mais liso, na qual duas jovens, noviças de uma ordem religiosa, contemplam os mistérios de Maria, em plena solidão.

peregrinos

Mas, ao chegarmos ao cume desta montanha pedregosa, encontramo-nos precisamente em Fátima.

santuário

Há apenas trinta anos que a mãe de Jesus atrai todos os olhares para esta terra de eleição divina.

Como em La Salette e em Lourdes, também aqui foram escolhidas almas simples de inocentes crianças. A virgem ama a simplicidade dos corações que ignoram o mundo e ainda não foram deformados por ele.

Virgem Maria

É no cimo dos montes que Ela prefere aparecer para transmitir as suas mensagens.

 

in Portugal Romântico. Edição Dr. Marjay. Lisboa. 1955

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/

por Carlos Gomes em 02 de Setembro, 2010 08:00:42

Residente Mandatado

Confirma-se o esperado...

A construção da passagem aérea ou subterrânea da estrada que liga Olival a Ourém depende única e simplesmente de uma decisão politica. Nem questões técnicas, históricas e ou económicas prevalecem, apenas o poder politico pode alterar o que ficou definitivamente decidido, inocentemente sonegado a toda a população, porque somos todos pessoas de bem e que, questionar até pode ser criminoso ao bom nome pessoal.

Reconhece-se o erro mas não se altera a solução.

Espera-se por um “Milagre do Olival” ou a boa vontade do Sr. Presidente da Câmara, do Administrador das Estradas de Portugal, do Sr. Ministro da Administração Interna, do Sr. Primeiro Ministro ou mesmo do Sr. Presidente da República.

Concordarão comigo:

-Confirma-se o esperado…espera-se que a espera não seja em vão! A desacreditação total do poder político, incapaz de servir a população… 

Estive como membro da comissão do IC9 do Olival em reunião com o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Ourém, e tentei passar-lhe a mensagem dessa responsabilidade político-social. O Sr. Paulo Fonseca fingiu não perceber, mas lá que ela existe, existe e todos sabemos as suas consequências…

Quando mais nada resta, avive-se a memória!

O residente

por pedroliveira (pedroliveira67@gmail.com) em 02 de Setembro, 2010 01:40:31

koisasiiloisas

Bilros

A renda de Bilros foi trazido para cá pelos chineses, só pode! Que paciência!!!...


por maria mar (mariabto82@gmail.com) em 02 de Setembro, 2010 01:12:58

Papoila 25

De vigia!



Este meu gato «Zé do telhado» só faz tonteiras! Ali de cima, noite fechada, vigiava um cãozito que subia a rua calmamente sem saber que estava a ser espiado! Manias de gato!

por mlu (malfig42@gmail.com) em 02 de Setembro, 2010 01:00:54

Anónimo Sec. XXI

Poemas cucos* (e outras coisas cucas) - 15 (Jacques Brel)

Depois de uns poemas integralmente "cucados", voltemos ao atrevimento de remendar poemas de outros. Com enorme respeito e admiração pelos autores... mas "ajeitando-os". À cuco.
Desta vez, e por causa de umas insónias, aqui vai Brel!



"à maneira de"
BREL


La chanson des vieux amants
(em tempos de insónias)

É verdade que já nada se parece com nada
Que tu perdeste o gosto da provocação
e eu o prazer da conquista

Mas oh, meu amor!
Meu doce
meu suave
meu maravilhoso amor
Do fim do dia até à clara manhã
eu ainda te amo como antes,
tu sabes...,
eu amo-te!

Protejemos menos os nossos mistérios,
deixamos tudo menos a acaso
Desconfiamos mais do que antes era certeza
ou só ignorávamos soberbamente
Ah… e tanto mais talento que é preciso
para sermos velhos sem sermos adultos

Mas oh, meu amor!
Meu doce
meu suave
meu maravihoso amor
Do fim do dia até à clara manhã
eu ainda te amo como antes,
tu sabes...,
eu amo-te!

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 00:59:00

koisasiiloisas

O-xico-espertismo-dos-tugas!...




Nos Açores, turistas que estavam debaixo duma arriba em perigo e devidamente sinalizada foram multados, por cá quem de direito faz vista grossa, ou não se quer incomodar. A procura do bem estar para os ossos (praia da Consolação), muitas vezes traz problemas.

por maria mar (mariabto82@gmail.com) em 02 de Setembro, 2010 00:58:25

Manuelinhodevora

O bom tempo ajudou!...








Um dia diferente...mas alguém ficou em terra. Foi por esquecimento, serei perdoado?... eu pagarei a dívida um dia destes!
(Clicar nas imagens)

por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 02 de Setembro, 2010 00:43:43

Setembro 01, 2010

Anónimo Sec. XXI

Tomar partido! (antecipando uma apresentação de livro na Festa)

Da preparação para a apresentação de um livro na Festa (e antecipação... ):

«(…) marxismo, e marxismo-leninismo como nossa base teórica, é concepção materialista filosoficamente, histórica e dialéctica, e a procura de abordar – "marxisticamente" – o “momento”, a contemporaneidade do capitalismo, ainda que com o instrumental que a super-estrutura dominada pela ideologia da classe dominante no estádio da relação de forças classista, tem de ser histórica, dialéctica.
Histórica, por não deixar que a estreiteza dos nossos horizontes temporais de existência individual façam apagar a historicidade do que nos é contemporâneo, por não consentir seccionar, separando, a contemporânea idade do que foi e do que será; dialéctica, porque devendo inserir-se na vida total e nas suas contradições dinâmicas, porque utilizando, necessariamente, esse instrumental à disposição – "generosamente" disponibilizado e imposto, excluindo ou escondendo outros –, o devemos fazer com as reservas que decorrem de, mais que instrumentos, serem armas de uma permanente tentativa de total e “exclusivante” dominação ideológica.


Nas releituras refrescantes a que Compreender a economia me obrigou, detive-me longamente num outro também belga e também Jacques mas não Gouverneur, em Jacques Nagels, num seu trabalho que considero notável, dos idos anos 70, em que, à volta do tema-título Trabalho colectivo e trabalho produtivo na evolução do pensamento marxista (e também noutros), ensaiou uma aproximação à utilização do “cálculo marxista” (ou com base em conceitos marxistas), usando equações-relais, com aproveitamento do instalado instrumental estatístico (digamos) burguês, capitalista, trabalho em que, aliás, os anos de União Soviética procuraram fazer avanços, daqueles só possíveis em muitos e muitos anos - para mais tendo sido estes percorridos entre cercos, bloqueios, guerras quentes e frias -, trabalhos e avanços em que, com a sua interrupção, se perdem ou recuam décadas.»

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 01 de Setembro, 2010 17:32:15

Fel de cão

Carlos Drummond de Andrade


LIRA ROMANTIQUINHA


Por que me trancas
o rosto e o riso
e assim me arrancas
do paraíso?

Por que não queres,
deixando o alarme
(ai, Deus: mulheres!),
acarinhar-me?

Por que cultivas
as sem perfume
e agressivas,
flores do ciúme?

Acaso ignoras
que te amo tanto,
todas as horas,
já nem sei quanto?

Visto que em suma
é todo teu,
de mais nenhuma,
o peito meu?

Anjo sem fé
nas minhas juras,
porque é que é
que me angusturas?

Minh'alma chove
frio, tristinho.
Não te comove
este versinho?

Carlos Drummond de Andrade

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 01 de Setembro, 2010 15:19:34

Carlos Drummond de Andrade


RESÍDUO

De tudo ficou um pouco
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco

Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).

Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.

Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
- vazio - de cigarros, ficou um pouco.

Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.

Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.

Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?

Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.

De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefactos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.

E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.

Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vómito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espectáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato.

Carlos Drummond de Andrade

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 01 de Setembro, 2010 15:13:31

Pablo Neruda


ESTÃO AQUI


Hei-de chamar aqui como se aqui estivessem.
Irmãos:sabei que a nossa luta
continuará na terra.

Continuará na fábrica,no campo,
na rua,na salitreira.
Na cratera do cobre verde e rubro,
no carvão e na sua horrível gruta.
Nossa luta estará em toda a parte,
e em nosso coração,estas bandeiras
que presenciaram vossa morte,
que se empaparam bem no vosso sangue
hão-de multiplicar-se como folhas
da infinita Primavera.

Pablo Neruda

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 01 de Setembro, 2010 13:48:40

MrSleeves

Para abrir os olhinhos.



Segundo o Correio da Manhã de hoje, Fidel Castro terá assumido a um jornal mexicano que há 50 anos foi o responsável pela perseguição a homossexuais cubanos.

PS: Na imagem está o original e a cópia.

por Mr Sleeves (noreply@blogger.com) em 01 de Setembro, 2010 12:30:13

Fel de cão

Pablo Neruda


O POÇO

Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua existência.

Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?

Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.

Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.

Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.

Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.

Pablo Neruda

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 01 de Setembro, 2010 12:38:07

Anónimo Sec. XXI

Festa do Avante! 2010 - 3

Não há Festa como esta!




No Espaço Internacional, no Palco Solidariedade, também haverá debates, assim como em muitos outros espaços.


E haverá cultura como a de "saborear o mundo" (boa!), "artesanato dos qautro cantos do mundo - feito por mãos trabalhadoras" e momentos de solidariedade sob o lema geral de Luta sem fronteiras contra o imperialismo.


Participarei num desses debates sobre "A crise do capitalismo na Europa e na União Europeia", com representantes do Partido Comunista de Espanha e do Partido Comunista da Grécia

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 01 de Setembro, 2010 11:40:17

AUREN - Por Ourém e pelos oureenses!

Regresso às aulas...

carteira

A imagem mostra uma carteira e um globo, em exposição no Museu Municipal de Ourém cuja visita recomendamos. Numa altura em que se anuncia o regresso ás aulas - e o encerramento de seis escolas em Ourém a juntar às que anteriormente já haviam sido fechadas - o mobiliário escolar vai sendo reconvertido em peça de museu. E a escola vira realidade virtual!

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/  

por Carlos Gomes em 01 de Setembro, 2010 08:00:08

Anónimo Sec. XXI

Registo - 11% uma percentagem para o desemprego!

País
Eurostat revê em alta desemprego português de Maio e Junho

O Eurostat fez uma revisão em alta da taxa de desemprego atingida em Portugal em Maio e Junho. Considera que atingiu o máximo histórico de 11%. O governo desvaloriza este número e insiste que a percentagem oficial é a que foi revelada pelo INE e que se fixa 4 décimas abaixo, nos 10,6%. A oposição não concorda e acusa o executivo de manipular as estatísticas.
(RTP)

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 01 de Setembro, 2010 02:18:00

koisasiiloisas

Férias III

Um Forte com muita história, lindo por dentro e por fora: o Forte de Peniche.



A cidadela do Forte iniciou-se em 1557 e ficou concluída em 1570, reinado de D. Sebastião.
Em 1580, um exército inglês de doze mil homens desembarcou na Baía de Peniche com a missão de auxiliar as pretensões do regente do reino, D. António, prior do Crato e com o objectivo de tomar Lisboa, que já se encontrava sob o domínio espanhol. Este exército britânico encontrou forte oposição nas cercanias da capital, o que os levou a retirar sem glória, reembarcando em Cascais para terras de Isabel I. Deste modo, Portugal foi abandonado pelos seus britânicos "amigos de Peniche".

Foi restaurado ao longo da sua existência, concluído definitivamente em 1645 mas, não serviu só de fortaleza, servia também de calabouço. Aqui está um parlatório (do séc. XX,claro!), do tempo em que no forte estiveram presos de "outras guerras". Não há acesso às masmorras que na maré cheia faziam com que os presos ficassem com água (gélida!) até ao pescoço.
Muito bom (hoje) passar aqui por dentro, para que as memórias não ousem esquecer a escuridão de 40 anos, terminada na década de 70.

por maria mar (mariabto82@gmail.com) em 01 de Setembro, 2010 02:03:00

Manuelinhodevora

Ladrões!...

...sempre o mesmo "esquema" habitual, quer para taxistas, quer para simples condutores. Desta vez aconteceu no Concelho de Ourém. Porém, os ladrões e a taxista eram da zona de Aveiro sendo a mesma ludibriada e "arrastada" até à zona de Fátima. Para os condutores particulares, que somos quase todos, nada melhor do que conduzir de porta fechada e nunca dar boleias. Por uma questão de segurança o nosso espírito altruísta deve ficar de lado, quando se conduz. Paciência!...
(imagem: intio2.com.br)

por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 01 de Setembro, 2010 01:11:05

Anónimo Sec. XXI

Setembro

setembro

eis que torna setembro e a vindima
eis que o sol brilha alto depois do verão
e eis que os jovens
novamante do chão levantam um novo mundo.

esses jovens cuja idade não importa
que nas mãos trazem o futuro.

e se pode tardar esse futuro, é certo,
tão certo é que começará em setembro.

pedras contra canhões

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 01 de Setembro, 2010 01:05:32

Manuelinhodevora

Ambiente!...


...Julga-se que o lixo em tempo de banhos deve ser retirado todos os dias! Estas fotografias são do Agroal, concelho de Ourém, com referencia ao passado Domingo, dia 29, cerca das 10h01. Pensamos, com o tempo estas coisas no domínio do ambiente terão que ser corrigidas. O Agroal só será procurado por muitos, se o ambiente for protegido. A maior presença de humanos nunca poderá significar destruição da natureza. O equilíbrio desta está na boa convivência do homem com o "habitat" que o rodeia e, na crescente pedagogia a fazer junto das pessoas.
Urge, que os concelhos de Tomar e Ourém estabeleçam parcerias na área do Agroal, porque uma boa parte dos banhistas são do concelho de Tomar. Há tradições que os poderes instituídos jamais acabarão.
(clicar nas imagens)

por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 01 de Setembro, 2010 00:39:41

Agosto 31, 2010

AUREN - Por Ourém e pelos oureenses!

Canto das vindimas

Eu sou o Setembro

Que tudo recolho

Trigos e milhos,

Palhas de restolho

Vindimas

Chora, videirinha, ó videirinha!

Chora, videira, ó prenda minha!

 

Vós dizeis: aparta, aparta

O vinho tinto do branco;

Também a mim me apartaram

De quem eu gostava tanto.

 

A videira sempre chora

Quando a corta o podador;

Também eu tenho chorado

Com penas do meu amor.

 

Chora a videirinha,

A videirinha chora,

Pelos seus amores,

Que se vão embora.

 

Chora a videirinha,

Deixá-la chorar;

Pelos seus amores,

Que a a vão deixar.

 

Chora a videirinha,

De penas que tem;

Eu choro se estou

Longe do meu bem.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/

por Carlos Gomes em 31 de Agosto, 2010 23:05:16

Manuelinhodevora

Estes publicitários...

...também eu queria um geladito, com o calor que faz. Nem me interessava a marca! Desde que fosse fresquinho!...
(imagem: in esesaudavel.blogsp....

por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 31 de Agosto, 2010 23:55:12

Anónimo Sec. XXI

Festa do Avante! 2010

Apesar de continuar a "postar" sobre a Festa, como me der nas ganas, deixo esta ligação para a página da Festa, porque... não há página como aquela:

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 21:38:54

AUREN - Por Ourém e pelos oureenses!

Estremadura... em 1843!

Neste mapa, o concelho de Ourém aparece inscrito na província da Estremadura...

ATLAS GEOGRAFICO DAS PROVINCIAS DO REINO DE PORTUGAL E ALGARVE
Atlas geografico das provincias do Reino de Portugal e Algarve. - Lisboa : [s.n.], 1843. - 1 v. : mapas ; 23 cm http://purl.pt/761

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/

por Carlos Gomes em 31 de Agosto, 2010 18:00:48

Papoila 25

Bons sonhos!


Continua este calor que "dá cabo" da nossa paciência! Por isso, hoje vinguei-me: fui passear até às ilhas na companhia de Fernando Tordo, considerado por muitos um dos expoentes máximos da música em Portugal. E até vim mais fresquinha! Ora oiçam!



(imagem em fernandafotos55)

por mlu (malfig42@gmail.com) em 31 de Agosto, 2010 16:53:07

Amanhã é outro dia!

Finalmente!

Hoje foi a formação.

Correu bem.

Agora é só praticar e praticar e praticar. :)

por Tanita (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 16:28:43

AUREN - Por Ourém e pelos oureenses!

Prémio Nacional de Inteligência Artificial

Pedro Oliveira

Chama-se Pedro Oliveira e é natural do Casal Pinheiro, Freguesia da Freixianda. Engenheiro licenciado através da Universidade de Coimbra, foi recentemente distinguido com o Prémio Nacional de Trabalhos em Inteligência Artificial’2009 atribuído pela Associação Portuguesa para a Inteligência Artificial.

Na origem da atribuição do referido prémio esteve a investigação, denominada “Probabilistic Reasoning in the Semantic Web using Markov Logic”, realizada no âmbito do mestrado em Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, a qual obteve a nota máxima ou seja, vinte valores. Concretamente, com esta investigação pretendeu conceber uma fórmula de raciocínio para os computadores entenderem a linguagem humana.

 

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/

por Carlos Gomes em 31 de Agosto, 2010 14:19:14

Anónimo Sec. XXI

Festa do Avante! 2010 - 2

Não há Festa como esta!


Estamos na semana da FESTA!
Um post por dia. Mas... que escolher?

Vou começar pelos debates. Até porque para dois deles ando a preparar-me. São uma das tarefas (sim!, porque, depois da construção, da venda de EPs e essas coisas, e antes da desconstrução, em que todos trabalhamos, há muita tarefa durante a Festa...).
Os debates! Primeiro, estes do Espaço Central (nenhum dos dois em que participarei será aqui).

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 13:00:06

Albergue dos Danados

Um Hilaire-Germain-Edgar na parede. Nunca foi investigada a embirração dele com os impressionistas. Também não é que tal embirração seja mais merecedora de atenção do que outras. Por economia, há muito tempo que ele havia assentado que jamais admitiria um Degas na casa de banho, sequer sobre o autoclismo. Até que numa tarde abafada, na national gallery em london, ficou a contemplar de frente a

por _ (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 13:00:04

Anónimo Sec. XXI

"Portugal a produzir"

Uma campanha patriótica
apresentada, ontem, em conferência de imprensa.
Para ser lançada na FESTA!
Leia quem queira

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 11:14:50

Tomar partido! (estatísticas, necessidades, pauperismo)

Há que tornar muito claro que, a partir da nossa base teórica, não se podem menosprezar as representações (estatísticas, ou outras como as artísticas) da realidade, bem como os métodos quantitativos e o cálculo. Elas são necessárias, indispensáveis. Só que são representações super-estruturais, reflectindo o estádio da luta de classes.
Com o keynesianismo em socorro do capitalismo, as representações estatísticas, podiam, por exemplo, aproximar um cálculo da repartição do Rendimento Nacional (categoria macroeconómica-chave em Keynes) entre capital e trabalho, no entanto ideologicamente enquanto factores de produção, e não no quadro de uma relação social de exploração.
Essa transposição para conceitos da nossa base teórica de expressões estatísticas da realidade tornou-se mais difícil com o neo-liberalismo económico, com a lenta recuperação do espaço pela economia de mercado ideologicamente antagónica da intervenção do Estado na economia a não ser (e determinantemente) para apoiar os grandes grupos financeiros. Também com o desaparecimento da União Soviética e a perda de, entre tanta coisa, de trabalhos em curso na sua Academia de Ciências Sociais.
Mas não se tornou menos necessária. Até mais indispensável.
Fechando este parêntese, negar a separação dos dois momentos da relação trabalho/capital é o mesmo que dizer que custos unitários de mão-de-obra se podem confundir, por substituição e apagamento, com o que, na base teórica em que assenta o nosso tomar partido!, é fundamental, o valor da força de trabalho que, enquanto valor de troca, permite o acesso ao salário e aos produtos que satisfazem necessidades.
Por outro lado, insisto na necessidade de colocar no nosso temário as necessidades (não estou a ser tautológico por distracção ou menos cuidado na escrita…). E, para reforçar esta insistência, (ou insistir na insistência...) recorro ao Manifesto (de 1848), em que Marx e Engels, na página final do capítulo I, abrem debate sobre um tema-conceito que pouco tem sido debatido, o do pauperismo ou pauperização.
«… o operário moderno, em vez de se elevar com o progresso da indústria, afunda-se cada vez mais abaixo das condições da sua própria classe. O operário torna-se num indigente [Pauper] e o pauperismo [Pauperismus] desenvolve-se ainda mais depressa do que a população e a riqueza.»
Ora, para esse debate há que ter em conta a evolução das necessidades. Hoje, em 2010, os pobres, os indigentes, mostram o vazio do seu frigorífico e eu, que sendo avançado na idade ainda estou dentro do prazo de validade, lembro que atravessei toda a minha juventude sem ter frigorífico em casa dos meus pais. E nunca fui/fomos indigente/s. A evolução das forças produtivas (e algumas instrumentos e derivas ideológicos, como a publicidade) é que, neste curto espaço de tempo (historicamente falando), tornou hoje necessidade o que ontem não era!

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 08:42:00

AUREN - Por Ourém e pelos oureenses!

Invasões francesas (III)

Túmulo partido

"Este Mausoleu (…) soffreu grandes estragos na desastrosa epocha da invasão franceza no anno de 1810: os Francezes, julgando talvez que ali estivessem occultas algumas preciosidades, levantaram a tampa do tumulo que ficou quebrado em todas as partes em que foi preciso empregar a alavanca para levantar o grande pezo da tampa, não respeitando as cinzas, que encerrava do Fundador da collegiada, nem o primor d’arte do mausoléu. Tempos depois, quando a collegiada comessou novamente a funcionar, foi reparado pelo cuidado e diligencia do cónego Joaquim Honorio Henriques d’Oliveira mandando renovar ainda que imperfeitamente com cimento de cal e areia a parte que faltava do epitaphio e arabescos."

 

- FLORES, Joaquim António de Oliveira. Anotações ao Esboço Histórico de Dr. José das Neves Gomes Elyseu

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/

por Carlos Gomes em 31 de Agosto, 2010 07:05:08

koisasiiloisas

Férias II

Foto tirada não do mais, mas de um dos pontos mais ocidentais da Europa, já fragmentado pela erosão e, pelo menos à superfície separado da "Nau dos Corvos" com alguns pousados na rocha mais pequena. Claro que fotografei da pontinha do Cabo Carvoeiro, logo eu, que detesto precipícios.


por maria mar (mariabto82@gmail.com) em 31 de Agosto, 2010 01:55:30

Férias I

Descobri que este forte, fotografado nesta posição me faz lembrar um barco e...klic. Onde estou???




por maria mar (mariabto82@gmail.com) em 31 de Agosto, 2010 01:39:01

Anónimo Sec. XXI

L'affiche rouge

Aragon - Ferré cantam 23 resistentes fuzilados na frança ocupada



por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 00:59:00

Manuelinhodevora

Hum!...

...O Centro de Interpretação Ambiental do Agroal, no Concelho de Ourém, está preparado para cumprir mais objectivos. Sabe-se que o tempo é de vacas magras, mas os Oureenses e os habitantes da freguesia de Formigais desejam mais. O Centro precisa de mais vida e poderá vir a ser um motor de desenvolvimento local.
(clicar na imagem)

por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 31 de Agosto, 2010 00:37:41

Agosto 30, 2010

AUREN - Por Ourém e pelos oureenses!

Acácio de Paiva

Um poeta leiriense que se enamorou por Ourém!

 

Casa Acácio Paiva

 

A imagem mostra a casa na Freguesia do Olival, em Ourém, onde viveu o poeta Acácio de Paiva. Trata-se de um moinho, actualmente convertido em museu etnográfico.

Acácio de Paiva nasceu em Leiria, em 14 de Abril de 1863, tendo falecido na Casa das Conchas, no Olival, em 29 de Novembro de 1944. Licenciado em Farmácia pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto, foi também autor de peças de teatro e jornalista, tendo colaborado e dirigido diversos periódicos, entre os quais se destaca a "Ilustração Portugueza".

 

Foto: http://www.rt-leiriafatima.pt/

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/

por Carlos Gomes em 30 de Agosto, 2010 23:22:42

Agosto 31, 2010

Agosto 30, 2010

AUREN - Por Ourém e pelos oureenses!

Museu de Aljustrel (II)

A Casa-Museu de Aljustrel, em Fátima, é um espaço que retrata os usos e costumes das gentes de Ourém nos finais do século XIX e começos do século XX. A casa é construída com os materiais da região, neste caso feita de pedra, ao contrário da parte norte do concelho de Ourém onde predomina a taipa e o adobe. 

 

bilhete

 

museu aljustrel

Os carros de tracção animal reflectem as culturas agrícolas predominantes nesta área do concelho.

 

museu aljustrel

A produção de mantas constituía uma actividade artesanal da região.

 

museu aljustrel

No pátio encontram-se expostos diversos tipos de carros de tracção animal.

 

museu

A oficina do ferreiro, actividade indispensável aos trabalhos agrícolas.

 

museu

O carro, os foeiros, o estadulho, a lanterna, os trajes...

 

por Carlos Gomes em 30 de Agosto, 2010 23:05:29

Agosto 31, 2010

Suplemento de Alma

Um pensamento nesta noite quente, sobre a vida...

O difícil. O difícil da vida é fazer o que se teme, sem que o que se tema seja intransponível para além das nuvens do céu aos olhos de quem ousa sonhar e se limita à lamúria.

E usando o rir como a arma mais alta que quebra as barreiras, que vence os obstáculos na vertente da pele arrepiada, conquista-se a determinação na essência da vida.

Aquecer a vida é arrancar do coração dos outros, pelo que de bom, em conjunto e no mesmo sentido se partilha em energia espontaneamente liberta… lado a lado… desprendidos de amarras, preconceitos ou estereótipos…

por João Heitor (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 00:01:49

Agosto 30, 2010

AUREN - Por Ourém e pelos oureenses!

Papa Paulo VI em Fátima

PAUL VI: LE MOND EST EN DANGER

- Foi título de capa da revista francesa Paris Match, nº. 946, de 27 de Maio de 1967

O Papa Paulo VI esteve em Fátima, Concelho de Vila Nova de Ourém, em 13 de Maio de 1967.

Os peregrinos dirigindo-se para o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Cova da Iria.

Rezando...

Em vigília.

O Papa Paulo VI saudando a multidão.

 

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/

por Carlos Gomes em 30 de Agosto, 2010 18:14:05

Futebol Feminino Ouriense

Inicio Época 2010/2011

Começa a crescer aquela impressão leve na barriga, a adrenalina sobe um pouco e a ansiedade começa a ser difícil segurar.... SIM É VERDADE OS TREINOS FUTEBOL FEMININO VÃO "RECOMEÇAR" AMANHÃ (31-08-2010 - 19.30h)... Muitas de vós dizem, recomeçar??? Mas nunca chegaram a acabar, sim é verdade mas amanhã será o inicio oficial da época 2010/2011 que se espera de grandes momentos e oxalá que nos levem ao que desejamos, VITÓRIAS E MAIS VITÓRIAS... NÃO FALTES!!!

por C.A.O. Feminino (noreply@blogger.com) em 30 de Agosto, 2010 16:16:52

Fel de cão

Ricardo Reis


SIM,SEI BEM

Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.

Ricardo Reis
8/7/1931

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 30 de Agosto, 2010 15:28:14

Ricardo Reis


NÃO SÓ QUEM NOS ODEIA OU INVEJA

Não só quem nos odeia ou nos inveja
Nos limita e oprime; quem nos ama
Não menos nos limita.
Que os deuses me concedam que, despido
De afectos,tenha a fria liberdade
Dos píncaros sem nada.
Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada
É livre; quem não tem, e não deseja,
Homem, é igual aos deuses

Ricardo Reis
(1/11/1930)

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 30 de Agosto, 2010 15:24:29

Ricardo Reis


QUER POUCO:TERÁS TUDO

Quer pouco, terás tudo.
Quer nada: serás livre.
O mesmo amor que tenham
Por nós, quer-nos, oprime-nos.

Ricardo Reis
(1/11/1930)

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 30 de Agosto, 2010 15:19:23

Fernando Pessoa


BASTA PENSAR EM SENTIR

Basta pensar em sentir
Para sentir em pensar.
Meu coração faz sorrir
Meu coração a chorar.
Depois de parar de andar,
Depois de ficar e ir,
Hei de ser quem vai chegar
Para ser quem quer partir.

Viver é não conseguir.

Fernando Pessoa
(14/06/1932)

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 30 de Agosto, 2010 15:12:39