
por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 03 de Setembro, 2010 17:00:37

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 03 de Setembro, 2010 17:00:37
Vendo o autor as ruinas do Castelo da Villa de Ourem
citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/
por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 03 de Setembro, 2010 16:25:51

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 03 de Setembro, 2010 11:20:54
Esta é uma outra e fundamental unidade dialéctica das que (se) fazem (n)a realidade, que resulta das duas ópticas – do ponto de vista das forças produtivas ou do ponto de vista das relações de produção -, que vêm de Adam Smith e que Marx tanto trabalhou, e só vale para o modo de produção capitalista, enquanto…
Chegados (os que eventualmente me leram e eu) ao fim desta caminhada – até porque foi motivada por tarefa para a Festa… e a Festa está aí! – há que começar de novo. Não a partir do zero ou do ponto anterior ao começo do percurso feito, mas a partir deste falso fim a que chegámos, e procurando aproveitar todos os passos que foram (e continuarão a ser) dados.
(...até começar de novo!)
por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 03 de Setembro, 2010 10:33:00
Exposição de Pintura
de Márcia Gaspar
Galeria Municipal de Ourém
4 a 26 de Setembro
citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/
Com o título "O Agroal, perto de Tomar é uma magnífica estancia de aguas, com cujo desenvolvimento muito locrarão os portadores de certas molestias", o jornal "A Capital", na sua edição de 10 de Fevereiro de 1933, publicou um artigo assinado por Vieira Guimarães que a seguir se transcreve:
"Muitas vezes se tem publicado este sugestivo nome, sem explicar a sua significação.Desde há dezenas de anos que se tem empregado, a quando da intensa e extensa propaganda do patriotico e turistico caminho de ferro Tomar-Nazare, o qual, se estivéssemos num país semi-civilizado, já estaria construído, para servido da própria região e do movimento nacional e internacional, cada vez maior, dos amantes de admirar e estudar monumentos de alto valor artístico, como são os de Alcobaça, Batalha e Tomar.
Nessa propaganda de tantos anos, em que a imprensa nos tem ajudado, tão nobre e devotadamente, em favor de causa tão útil e precisa, bastantes vezes temos aludido à preciosa nascente de aguas que tem o nome que acima mencionamos.
Agroal quere dizer campo de agriões e é este lindo nome que o povo do concelho de Tomar dá, há muito tempo, ao pitoresco sítio onde brotam as afamadas águas. Agriões, em festões e festões, nascem a juzante daquela abertura, que deixa sair a água benefica, que se impõe de tal maneira, que deu origem a criar-se esse nome, tão sugestivo para quem atraído pela nossa propaganda, ali vai e sai curado.
Realmente, parece milagroso o que, com essas águas, se tem dado, em relação a doenças de pele e do aparelho gastro-entestinal. Sem que a civilização ali tenha posto qualquer pedra, a não ser umas míseras pocilgas que a avareza humana explora, e sem que, até agora, haja ali uma estrada, a concorrência às águas é tal, que nos afoitamos a dizer que é a estância de águas mais concorrida do País.
Nas que o progresso tem civilizado, encontramos o casino, campos de "tenis" e de "football", o café o animattógrafo sonoro e não sonoro, as avenidas ensombradas e jardins floridos, a par de balneareos servidos pela moderna instrumentagem científica, a serem grande auxiliares das curas que lá se realizam, mas em Tomar, no Agroal, nada existe que ajude a explicar o grande poder terapêutico das famosas águas.
A natureza, ali, é a única a produzir os seus benéficos efeitos pois o banhista só tem por casino a "Gruta dos mrcegos", por campo de "tenis" o esguio campo dos agriões e de "football", uma brava ravina da margem, por café a humilde casa do José Matias; por animatógrafo sonoro, a melopeia da roca romana de regar; por avenidas, os caminhos de cabras; por jardins floridos, as moitas, as urzes e os tojos; e por balneário, a bocarra donde sai a limpida água, que é um consolo para os estômagos e intestinos, sequiosos e doentes, e um terível inimigo para os microbios originarios de cruciantes e teimosas doenças dermatológicas.
De há muito se ... a concessão dessas águas, que foi dada a um grupo de tomarenses que, por infelicidade, têm vindo a morrer e está, hoje, entregue a cinco senhoras viúvas e a dois cavalheiros, que, pela sua idade avançada, já não têm ânimo para o grande empreendimento que tão valiosa estância requere.
A patriótica Câmara Municipal, que ora rege os destinos de Tomar, meteu ombros à construção da estrada que ligará aquela cidade aos frequentadíssimos banhos e com o dispêndio de 400.000$00, em que é auxiliada pelo Estado, lá a vai abrindo e empedrando. Estamos certos de que, para o verão que vem, já com todas as facilidades e comodidades, se poderá ir, ali, aproveitar a acção benefica da pura e salutarissima ninfa.
Pena é que o génio empreendedor dos portugueses, que tantas e tantas vezes, através dos séculos se tem patenteado em variadíssimas empresas filantropicas, aqui se vá entibiando, deixando de se associar, a fim de fazer a obra, altamente bela, de pôr o Agroal em atraente estado de ser frequentado e livrando a humanidade sofredora de muitas doenças dolorosas dos aparelhos tegumentar e gastro entestinal."
A imagem mostra a nascente do Agroal antes das recentes obras.
citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/
Em relação à definição, por exemplo, de valor e de trabalho produtivo, há que ser muito claros, na perfeita consciência da dificuldade de simplificar conceitos tão complexos – como a vida o é! Mas não é essa complexidade que levará a aceitar que se apode de conformista o que é axial e que se isso seja substituído por conceitos “modernos”, outros de que não se nega o direito a existirem (e até a sua possível respeitabilidade) mas que não podem é ser apresentados como sendo marxistas.
Atrever-me-ia a, no final deste percurso de fixação de reflexões (re)nascidas em (re)leituras, deste quarteirão de notas a tomar partido!, resumir, com o risco de ser redutor, risco que assumo com a afirmação de que há que continuar a estudar e aprofundadamente. Mas, enquanto marxistas e na vertente económica, há linhas de investigação a percorrer (e tanto caminho!) a partir da interpretação da História segundo a qual a relação homem-natureza para satisfação das necessidades que historicamente evoluem, desencadeou i) um processo de criação de forças produtivas – antes de todas a do trabalho e, depois, dos instrumentos e objectos que a acompanham e vão completando e substituindo nas tarefas – e ii) que esse processo se concretiza, ao longo da História, no quadro de relações sociais de produção que passam por estádios, ou patamares, correspondentes ao desenvolvimento das forças produtivas. Forças produtivas e relações de produção que formam unidades dialécticas (por isso prenhes de contradições) como modos de produção.
por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 03 de Setembro, 2010 08:01:00
por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 03 de Setembro, 2010 02:16:39
Depois de ter colocado uma mensagem anterior sobre o sonho, em que falava de (saudando) Pessoa, Chico Buarque e Maria Betânia, era impossível deixar de vir com este Brel. Depois... digo que o "cuco" sou eu! Sou, sim, senhor, porque todos o somos, porque todos chegámos cá depois de tantos (e tão bons) já por cá andarem há tanto tempo, mesmo alguns que nasceram depois de nós...
La quête
Jacques Brel
Rêver un impossible rêve
Porter le chagrin des départs
Brûler d'une possible fièvre
Partir où personne ne part
Aimer jusqu'à la déchirure
Aimer, même trop, même mal,
Tenter, sans force et sans armure,
D'atteindre l'inaccessible étoile
Telle est ma quête,
Suivre l'étoile
Peu m'importent mes chances
Peu m'importe le temps
Ou ma désespérance
Et puis lutter toujours
Sans questions ni repos
Se damner
Pour l'or d'un mot d'amour
Je ne sais si je serai ce héros
Mais mon cœur serait tranquille
Et les villes s'éclabousseraient de bleu
Parce qu'un malheureux
Brûle encore, bien qu'ayant tout brûlé
Brûle encore, même trop, même mal
Pour atteindre à s'en écarteler
Pour atteindre l'inaccessible étoile.
E José Gomes Ferreira dizia, num dos seus diários, que a revolução se perde quando os revolucionários desistem de lutar pelo impossível (se não era assim era mais ou menos... e com toda a mesma intenção)
por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 03 de Setembro, 2010 02:00:00



...por vezes turvas como a sociedade, que anseia estados límpidos, onde alguma gente gosta da ganância cruel, que os obriga a chafurdar no lodo. A clorofila das algas vai-se e rapidamente passa a matéria, é o que acontece áqueles que querem alterar a vida, alicerçados em nada. A vida foge-lhes, como as ondas do mar!por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 03 de Setembro, 2010 01:32:59

por maria mar (mariabto82@gmail.com) em 03 de Setembro, 2010 00:31:01
| Hora | Freguesia | Local | |
| 07 Set – 3ª feira | 19h00 | Alburitel | Junta de Freguesia |
| 09 Set – 5ª feira | 19h00 | Casal dos Bernardos | Junta de Freguesia |
| 14 Set – 3ª feira | 19h00 | Espite | Junta de Freguesia |
| 15 Set – 4ª feira | 19h00 | Formigais | Junta de Freguesia |
| 16 Set – 5ª feira | 19h00 | Cercal | Junta de Freguesia |
| 17 Set – 6ª feira | 19h00 | Matas | Junta de Freguesia |
| 20 Set – 2ª feira | 19h00 | Atouguia | Junta de Freguesia |
| 21 Set – 3ª feira | 19h00 | Ribeira do Fárrio | Junta de Freguesia |
| 23 Set – 5ª feira | 19h00 | Rio de Couros | Junta de Freguesia |
| 24 Set – 6ª feira | 19h00 | Seiça | Junta de Freguesia |
| 27 Set – 2ª feira | 19h00 | Gondemaria | Junta de Freguesia |
| 29 Set – 4ª feira | 19h00 | Urqueira | Junta de Freguesia |
por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 03 de Setembro, 2010 00:59:57
À maneira de
Fernando Pessoa-Alberto Caeiro
Ao entardecer, sentado nesta pedra,
vendo o sol, ao longe, a esconder-se
por detrás das casas esparsas e dos morros,
sabendo dos Castelos nas minhas costas,
quero ler até me arderem os olhos
o livro de Cesário Verde.
Como Caeiro, tenho pena dele!
O nosso poeta era um camponês
que andava pela cidade qual preso em liberdade.
Mas o modo como olhava para os prédios,
e o sem jeito com que pisava as calçadas,
e a sua maneira de lidar com as coisas,
e, mais que tudo, a poesia que fazia,
são de quem vê os passantes como gente,
de quem ao rés olha para as casas ao rés dos olhos,
de quem procura as árvores,
de quem mira e admira os caminhos que os pés caminham
(que o caminho se faz ao caminhar, dizia Machado…),
de quem repara nas flores
e ouve os ruídos levantados nos descampados…
Por isso, tinha ele aquela grande e funda tristeza,
(que nunca disse bem que tinha...),
e andava pela cidade com a saudade de andar pelos campos,
e triste como esmagar borboletas em livros,
como amarrar flores em jarras….
por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 03 de Setembro, 2010 00:59:00
As colunas da sabedoria, da força e da beleza sustentam os homens livres e de bons costumes em cada obra humana. São elas, em sentido figurado, que consolidam o edifício mental, a estrutura intelectual e a acção diária individualizada.
Há quem chegue a elas fisicamente, mas que se distancia, e jamais as edifica dentro de si. Habitualmente tal deve-se e acontece a quem possui uma específica característica: o egocentrismo.
O egocentrismo não permite, efectivamente, que de forma livre se procurem e alcancem conhecimentos através de ensinamentos de outros, na aprendizagem constante que nos pinta os cabelos de branco e nos abre as rugas no rosto.
E porque em sociedade vivemos, e dela fazemos parte, recai nas nossas acções de humanidade a essência individual que comportamos como peças do grande rio da vida.
Cada vez mais só uso o espelho para confirmar as rugas, os cabelos brancos e a limpeza do rosto. Até porque quem usa o espelho falando e indagando em todas as acções diárias, acaba por em cada gesto, decisão ou posição, só, e somente, tomar o seu sentido pessoal.
Porém, em nossas mãos estão os outros, que connosco fazem o dia-a-dia de cumplicidade, de entreajuda, de ensinamentos mútuos, de conquista, de entrega e suor partilhado.
E assim, de pé, ouvimos, falamos e fazemos o que de todos e para todos pode nascer.
E assim, pelo que de bom alcançamos conjuntamente, brilhamos como seres humanos, aos olhos daqueles que desprendidamente assumem a vida.
Não são as chaves que abrem as portas do sentimento, do coração, da conquista, da amizade e do respeito. O reconhecimento só se alcança com tolerância, simplicidade, frontalidade, verdade e confiança.
Ainda que para muitos os títulos constituam a distinção entre os Homens, acredito que a sabedoria, a força e a beleza individual são a essência que faz a diferença.
E assim ontem regressei a casa. Com a consciência de que o caminho que percorri num passado muito recente, se pautou pelo que, desprendidamente, alcancei. Sem o procurar, o reconhecimento e os frutos surgem espontaneamente. Senti-me abençoado por ter partilhado o conhecimento, o dia-a-dia, a estima, a conquista e a amizade de tantas pessoas. Senti-me rico em conforto, em tranquilidade e em missão cumprida.
Mesmo já tendo a vida se encarregado de me mostrar que nem sempre sorrimos e vencemos, reforço e partilho o pensar de que a força está no que em conjunto, como sociedade, conseguimos alcançar...
por João Heitor (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 19:36:05
por mlu (malfig42@gmail.com) em 02 de Setembro, 2010 16:48:54
por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 14:00:04
de Compreeender a economiapor Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 13:00:06
por _ (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 13:00:05
A proclamação da República, em 5 de Outubro de 1910, em frente aos Paços do Concelho de Lisboa.
EXPOSIÇÃO
"QUEM FEZ A REPÚBLICA"
BIBLIOTECA MUNICIPAL DE OURÉM
De 2 a 24 de Setembro
das 9h às 18 h
Organização: Câmara Municipal de Ourém
Através de quinze quadros, pretende-se dar um panorama sucinto dos principais acontecimentos que levaram à Implantação da República em 5 de Outubro de 1910, apresentando igualmente notas biográficas dos intervenientes.
Foto: Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa
citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/
o de cujos limites se move a compra e venda da força de trabalho, era de facto um verdadeiro Éden dos direitos humanos inatos. O que aí impera somente é liberdade, igualdade, propriedade e Bentham. Liberdade! Pois o comprador e o vendedor de uma mercadoria – p.ex., da força de trabalho – são apenas determinados pelo seu livre arbítrio. Eles fazem contrato enquanto pessoas livres, juridicamente de igual condição. O contrato é o resultado final pelo qual as suas vontades dão uma à outra a sua expressão jurídica comum. Igualdade! Pois eles apenas se relacionam entre si como possuidores de mercadorias e trocam equivalente por equivalente. Propriedade! Pois cada um dispõe apenas do que é seu. Bentham! Pois cada um apenas se preocupa consigo. O único poder que os junta e põe em relação é o do seu proveito próprio, da sua vantagem particular, dos seus interesses privados. E exactamente porque cada um apenas se volta para si e nenhum para o outro, todos realizam apenas a obra da sua vantagem recíproca, do interesse conjunto, em consequência de uma harmonia preestabelecida das coisas ou sob os auspícios de uma providência toda-manhosa.por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 11:36:13
... e é para realizar amanhã, e depois, e depois, e sempre!
(Fernando Pessoa/Chico Buarque/Maria Betânia)
por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 11:22:20
D. Affonso de Bragança, 4º Conde de Ourém, a quem a vila de Ourém deve a sua histórica grandeza, morreu há 550 anos!
O 4º Conde de Ourém faleceu em Tomar em 29 de Agosto de 1460. A efeméride passou praticamente despercebida. No concelho de Ourém não se programou qualquer iniciativa para assinalar a data e evocar o Homem e a sua obra. Apenas o blog AUREN, alguns dias antes, lançou o repto para que lhe fosse prestada a devida Homenagem. Ver o post "D. Affonso de Bragança, 4º Conde de Ourém – a Homenagem dos oureenses!" publicado em 21 de Agosto.
Porém, ainda não é tarde para que algo se faça nesse sentido. E, por esse motivo, mantemos o repto que fizémos!
"Era filho primogénito do 1.º duque de Bragança, D. Afonso filho de D. João I, e de sua mulher D. Brites Pereira, condessa de Ourém, filha do condestável D. Nuno Álvares Pereira.
Nasceu em Lisboa, faleceu em Tomar a 29 de Agosto de 1460.
Depois de cultivar os estudos próprios da sua hierarquia, tornou se distinto pelas suas virtudes morais e políticas, pelas quais mereceu ser estimado dos príncipes do seu tempo. Seu tio, o rei D. Duarte, resolvido a mandar um embaixador ao concílio de Basileia, que se tinha congregado para pacificar as largas discórdias entre a Igreja Grega e a Latina, que depois foi transferido por Eugénio IV para Ferrara, o nomeou a ele, confiando na sua profunda capacidade, que felizmente desempenharia as obrigações do seu cargo. Com outros companheiros e mais comitiva, saiu de Lisboa a 21 de Janeiro de 1435, e chegando a Bolonha a 24 de Julho do mesmo ano, foi recebido pelo papa com as manifestações de paternal benevolência. Concluído o concilio, foi à Palestina visitar os lugares santos, regressando depois a Lisboa Mais tarde, também teve a incumbência de acompanhar D. Leonor, quando esta infanta, sua prima, foi desposar Frederico III, imperador da Alemanha. Saiu de Lisboa a 20 de Outubro de 1451, como general da armada que a conduziu a Leorne. Desta cidade caminhou até Sena, despertando todas as atenções pela numerosa e magnífica comitiva que os acompanhava Chegando a Roma, procedeu à coroação dos dois esposos o papa Nicolau V. Terminada a cerimónia, o imperador o armou cavaleiro.
Em 1415 fundou a importante colegiada de Ourém, consignando lho copiosas rendas para sustentação das dignidades e cónegos, de que ela se compunha. Edificou também N. Sr.ª das Misericórdias, de Ourém, sumptuoso templo e sede da referida colegiada. D. Afonso V, por decreto de 11 de Outubro de 1451, lhe fez doação da vila de Valença, com todos os seus termos e limites, concedendo-lhe também o título de marquês de Valença, sendo este o primeiro marquesado que houve em Portugal. O seu corpo foi trasladado para Ourém, em 1487, sendo sepultado na capela debaixo do coro da Igreja da colegiada, num soberbo mausoléu, em que se gravou um longo epitáfio.
Dizem alguns antigos escritores, que D. Afonso foi casado ocultamente com D. Brites de Sousa, filha de Martim Afonso de Sousa, senhor de Mortágua, de cujo matrimónio houve um filho, D. Afonso de Portugal, que pretendeu suceder na casa de seu avô, o que se não pôde provar, mas o que não padece dúvida é a existência desse filho, a quem, segundo a tradição, D. João II obrigou a ser clérigo, ainda em curta idade, e foi bispo de Évora do a 24 de Abril de 1552. O marquês de Valença compôs: Itinerario ao Concilio de Basileia no anno de 1435, que saiu impresso no tomo V das Provas da Historia Genealogica da Casa Real Portugueza, por D. António Caetano de Sousa, pág. 573."
citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/
É na Batalha que começa a dramática subida para Fátima.
Uma estranha luz se esconde misteriosamente por detrás da torre da igreja secular, quando partimos para a região santa que a Mãe de Jesus distinguiu com a sua visita celeste.
O caminho sobe lentamente. Algures, ao lado do caminho, junto aos altos pinheiros e aos eucaliptos, uma cruz de pedra lembra a subida do Calvário, depois as curvas multiplicam-se e requebram-se, num serpentear que não acabará senão no fim do caminho, no planalto de Fátima.
Subitamente, desencadeia-se uma tempestade sobre uma das colinas abruptas. Aliás é raro que a celebração das aparições, realizada no dia 13 de Maio e de Outubro de cada ano, se faça sem tempestade.
Então as nuvens descem muito baixo, impelidas por um vento violento, e deslocam-se com uma rapidez formidável, sobre toda a região, durante horas.
Estamos numa região que pertence a uma cadeia de montanhas rochosas e onde a vegetação se torna cada vez mais rara.
Aqui, a natureza ostenta a sua rudeza. E no entanto é precisamente a austeridade do local que lhe dá encanto.
Às vezes as curvas que serpenteiam entre as vertentes da montanha detêm-se num terreno mais liso, na qual duas jovens, noviças de uma ordem religiosa, contemplam os mistérios de Maria, em plena solidão.
Mas, ao chegarmos ao cume desta montanha pedregosa, encontramo-nos precisamente em Fátima.
Há apenas trinta anos que a mãe de Jesus atrai todos os olhares para esta terra de eleição divina.
Como em La Salette e em Lourdes, também aqui foram escolhidas almas simples de inocentes crianças. A virgem ama a simplicidade dos corações que ignoram o mundo e ainda não foram deformados por ele.
É no cimo dos montes que Ela prefere aparecer para transmitir as suas mensagens.
in Portugal Romântico. Edição Dr. Marjay. Lisboa. 1955
citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/
por pedroliveira (pedroliveira67@gmail.com) em 02 de Setembro, 2010 01:40:31


por mlu (malfig42@gmail.com) em 02 de Setembro, 2010 01:00:54

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 02 de Setembro, 2010 00:59:00





por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 02 de Setembro, 2010 00:43:43
Nas releituras refrescantes a que Compreender a economia me obrigou, detive-me longamente num outro também belga e também Jacques mas não Gouverneur, em Jacques Nagels, num seu trabalho que considero notável, dos idos anos 70, em que, à volta do tema-título Trabalho colectivo e trabalho produtivo na evolução do pensamento marxista (e também noutros), ensaiou uma aproximação à utilização do “cálculo marxista” (ou com base em conceitos marxistas), usando equações-relais, com aproveitamento do instalado instrumental estatístico (digamos) burguês, capitalista, trabalho em que, aliás, os anos de União Soviética procuraram fazer avanços, daqueles só possíveis em muitos e muitos anos - para mais tendo sido estes percorridos entre cercos, bloqueios, guerras quentes e frias -, trabalhos e avanços em que, com a sua interrupção, se perdem ou recuam décadas.»
por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 01 de Setembro, 2010 17:32:15

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 01 de Setembro, 2010 15:19:34

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 01 de Setembro, 2010 15:13:31

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 01 de Setembro, 2010 13:48:40

por Mr Sleeves (noreply@blogger.com) em 01 de Setembro, 2010 12:30:13
por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 01 de Setembro, 2010 12:38:07

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 01 de Setembro, 2010 11:40:17
A imagem mostra uma carteira e um globo, em exposição no Museu Municipal de Ourém cuja visita recomendamos. Numa altura em que se anuncia o regresso ás aulas - e o encerramento de seis escolas em Ourém a juntar às que anteriormente já haviam sido fechadas - o mobiliário escolar vai sendo reconvertido em peça de museu. E a escola vira realidade virtual!
citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/
por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 01 de Setembro, 2010 02:18:00
por maria mar (mariabto82@gmail.com) em 01 de Setembro, 2010 02:03:00
...sempre o mesmo "esquema" habitual, quer para taxistas, quer para simples condutores. Desta vez aconteceu no Concelho de Ourém. Porém, os ladrões e a taxista eram da zona de Aveiro sendo a mesma ludibriada e "arrastada" até à zona de Fátima. Para os condutores particulares, que somos quase todos, nada melhor do que conduzir de porta fechada e nunca dar boleias. Por uma questão de segurança o nosso espírito altruísta deve ficar de lado, quando se conduz. Paciência!...por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 01 de Setembro, 2010 01:11:05
por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 01 de Setembro, 2010 01:05:32

...Julga-se que o lixo em tempo de banhos deve ser retirado todos os dias! Estas fotografias são do Agroal, concelho de Ourém, com referencia ao passado Domingo, dia 29, cerca das 10h01. Pensamos, com o tempo estas coisas no domínio do ambiente terão que ser corrigidas. O Agroal só será procurado por muitos, se o ambiente for protegido. A maior presença de humanos nunca poderá significar destruição da natureza. O equilíbrio desta está na boa convivência do homem com o "habitat" que o rodeia e, na crescente pedagogia a fazer junto das pessoas.por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 01 de Setembro, 2010 00:39:41
Eu sou o Setembro
Que tudo recolho
Trigos e milhos,
Palhas de restolho
Chora, videirinha, ó videirinha!
Chora, videira, ó prenda minha!
Vós dizeis: aparta, aparta
O vinho tinto do branco;
Também a mim me apartaram
De quem eu gostava tanto.
A videira sempre chora
Quando a corta o podador;
Também eu tenho chorado
Com penas do meu amor.
Chora a videirinha,
A videirinha chora,
Pelos seus amores,
Que se vão embora.
Chora a videirinha,
Deixá-la chorar;
Pelos seus amores,
Que a a vão deixar.
Chora a videirinha,
De penas que tem;
Eu choro se estou
Longe do meu bem.
citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/
...também eu queria um geladito, com o calor que faz. Nem me interessava a marca! Desde que fosse fresquinho!...por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 31 de Agosto, 2010 23:55:12
por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 31 de Agosto, 2010 23:51:31
por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 21:38:54
Neste mapa, o concelho de Ourém aparece inscrito na província da Estremadura...

ATLAS GEOGRAFICO DAS PROVINCIAS DO REINO DE PORTUGAL E ALGARVE
Atlas geografico das provincias do Reino de Portugal e Algarve. - Lisboa : [s.n.], 1843. - 1 v. : mapas ; 23 cm http://purl.pt/761

citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/
por Tanita (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 16:28:43
Chama-se Pedro Oliveira e é natural do Casal Pinheiro, Freguesia da Freixianda. Engenheiro licenciado através da Universidade de Coimbra, foi recentemente distinguido com o Prémio Nacional de Trabalhos em Inteligência Artificial’2009 atribuído pela Associação Portuguesa para a Inteligência Artificial.
Na origem da atribuição do referido prémio esteve a investigação, denominada “Probabilistic Reasoning in the Semantic Web using Markov Logic”, realizada no âmbito do mestrado em Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, a qual obteve a nota máxima ou seja, vinte valores. Concretamente, com esta investigação pretendeu conceber uma fórmula de raciocínio para os computadores entenderem a linguagem humana.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/
citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 13:00:06
Uma campanha patriótica por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 11:14:50

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 08:42:00
"Este Mausoleu (…) soffreu grandes estragos na desastrosa epocha da invasão franceza no anno de 1810: os Francezes, julgando talvez que ali estivessem occultas algumas preciosidades, levantaram a tampa do tumulo que ficou quebrado em todas as partes em que foi preciso empregar a alavanca para levantar o grande pezo da tampa, não respeitando as cinzas, que encerrava do Fundador da collegiada, nem o primor d’arte do mausoléu. Tempos depois, quando a collegiada comessou novamente a funcionar, foi reparado pelo cuidado e diligencia do cónego Joaquim Honorio Henriques d’Oliveira mandando renovar ainda que imperfeitamente com cimento de cal e areia a parte que faltava do epitaphio e arabescos."
- FLORES, Joaquim António de Oliveira. Anotações ao Esboço Histórico de Dr. José das Neves Gomes Elyseu
citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/
por maria mar (mariabto82@gmail.com) em 31 de Agosto, 2010 01:55:30

por Sérgio Ribeiro (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 00:59:00
...O Centro de Interpretação Ambiental do Agroal, no Concelho de Ourém, está preparado para cumprir mais objectivos. Sabe-se que o tempo é de vacas magras, mas os Oureenses e os habitantes da freguesia de Formigais desejam mais. O Centro precisa de mais vida e poderá vir a ser um motor de desenvolvimento local.por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 31 de Agosto, 2010 00:37:41
Um poeta leiriense que se enamorou por Ourém!
A imagem mostra a casa na Freguesia do Olival, em Ourém, onde viveu o poeta Acácio de Paiva. Trata-se de um moinho, actualmente convertido em museu etnográfico.
Acácio de Paiva nasceu em Leiria, em 14 de Abril de 1863, tendo falecido na Casa das Conchas, no Olival, em 29 de Novembro de 1944. Licenciado em Farmácia pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto, foi também autor de peças de teatro e jornalista, tendo colaborado e dirigido diversos periódicos, entre os quais se destaca a "Ilustração Portugueza".
Foto: http://www.rt-leiriafatima.pt/
citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/
...parece que está simplificado o processo quando se pretende mudar de operadora de telemóvel! Será?... Desbloquear um telemóvel passou a ser gratuito quando o equipamento deixou de estar fidelizado à empresa de venda, após período de contrato, à data de aquisição do mesmo.por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 31 de Agosto, 2010 00:14:51
A Casa-Museu de Aljustrel, em Fátima, é um espaço que retrata os usos e costumes das gentes de Ourém nos finais do século XIX e começos do século XX. A casa é construída com os materiais da região, neste caso feita de pedra, ao contrário da parte norte do concelho de Ourém onde predomina a taipa e o adobe.
Os carros de tracção animal reflectem as culturas agrícolas predominantes nesta área do concelho.
A produção de mantas constituía uma actividade artesanal da região.
No pátio encontram-se expostos diversos tipos de carros de tracção animal.
A oficina do ferreiro, actividade indispensável aos trabalhos agrícolas.
O carro, os foeiros, o estadulho, a lanterna, os trajes...
citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/
O difícil. O difícil da vida é fazer o que se teme, sem que o que se tema seja intransponível para além das nuvens do céu aos olhos de quem ousa sonhar e se limita à lamúria.
E usando o rir como a arma mais alta que quebra as barreiras, que vence os obstáculos na vertente da pele arrepiada, conquista-se a determinação na essência da vida.
Aquecer a vida é arrancar do coração dos outros, pelo que de bom, em conjunto e no mesmo sentido se partilha em energia espontaneamente liberta… lado a lado… desprendidos de amarras, preconceitos ou estereótipos…
por João Heitor (noreply@blogger.com) em 31 de Agosto, 2010 00:01:49
PAUL VI: LE MOND EST EN DANGER
- Foi título de capa da revista francesa Paris Match, nº. 946, de 27 de Maio de 1967

O Papa Paulo VI esteve em Fátima, Concelho de Vila Nova de Ourém, em 13 de Maio de 1967.

Os peregrinos dirigindo-se para o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Cova da Iria.

Rezando...

Em vigília.

O Papa Paulo VI saudando a multidão.
citações: http://o.castelo.vai.nu/miradouro/
por afigaro (salfig@pluricanal.net) em 30 de Agosto, 2010 17:34:40
por C.A.O. Feminino (noreply@blogger.com) em 30 de Agosto, 2010 16:16:52

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 30 de Agosto, 2010 15:28:14

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 30 de Agosto, 2010 15:24:29

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 30 de Agosto, 2010 15:19:23

por Fel de cão (jogama52@hotmail.com) em 30 de Agosto, 2010 15:12:39